27.06.2004 | 03h00
Foram quase dez anos de tortura para Ricardo Macchi. Sempre que seu nome surgia na mídia, o fantasma do robótico cigano Igor aparecia também. E os comentários vinham como tiros: inexpressivo, monossilábico e estático eram os principais adjetivos usados para falar sobre o personagem mais calado de Explode Coração, novela de 1995.
Após anos de geladeira, o ator conseguiu nova brecha na TV só em 2003. E nem era para representar: o moço apareceu no vídeo como ele mesmo, enclausurado na Casa dos Artistas, do SBT. Apesar do exílio prolongado, Macchi é o nome mais conhecido do elenco escalado para a segunda fase de Metamorphoses, programada para ir ao ar nas próximas semanas.
Na pele do vilão Ângelo, o ator vai atormentar a vida de Lucas (Luciano Szafir). A gangue do mal conta ainda com Ellen Rocche, namorada de Macchi, que faz sua estréia como atriz. Ela disputa o amor de Macchi com a personagem de Jaqueline Petkovic, ex-protegida de Silvio Santos.
AGÊNCIA ESTADO - Você ainda guarda mágoas da mídia por causa das críticas?
RICARDO MACCHI - Não. As críticas só provaram que sou forte. Se tive forças para voltar depois de tudo o que falaram de mim, hoje enfrento qualquer coisa. Conquistei estabilidade emocional e me reergui sozinho, sem ficar me encostando em diretores. Nunca precisei ser falso.
AE - Está preparado para a repercussão de Metamorphoses?
MACCHI - Totalmente. Pela primeira vez na vida gostei do meu trabalho na tela. Depois de ver as gravações, me senti realizado. Agora não tolero mais críticas infundadas. Se falarem mal de mim sem motivo, vou processar. Não estou para brincadeira.
AE - E antes você não gostava de ver seu trabalho na tela?
MACCHI - Só lá pelo capítulo 80 de Explode Coração foram perceber que eu precisava de ajuda. Eu estava apto para aquele trabalho, mas o mercado não estava. Hoje a emissora prepara o ator, como aconteceu, por exemplo, com o Gianecchini. Primeiro ele fez papéis pequenos, só depois virou protagonista. Comigo não. Naquela época não tinha Malhação...
AE - Como ganhou o papel então?
MACCHI - Em 1994 eu morava fora do Brasil. Estava por aqui de férias, fiz um teste e a Globo me chamou, pagando um bom salário e um flat. Quem recusaria? Eu só tive o azar de chamar muita atenção. Mas se alguém acha que me fere com o apelido eterno cigano Igor, errou. Para mim é a glória saber que, de um jeito ou de outro, serei lembrado para sempre.
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