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05.10.2006 | 03h00

Doença pouco comum, porém muito marcante

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Uma doença grave e de rápida progressão, que na maioria das vezes traumatiza os homens. Esta é a Síndrome de Fournier. Trata-se de uma gangrena que envolve a área escrotal, o pênis e o períneo, podendo expandir-se para outras regiões. "É causada na maioria das vezes por uma bactéria anaeróbia chamada Clostridium. Ela não depende de oxigênio para sobreviver e ataca principalmente pessoas imunodeprimidas e diabéticos. Mas pode também ocorrer em pessoas sem estas predisposições", explica o urologista Ivo Antonio Vieira.

"Toda a área escrotal vai apodrecendo e o cheiro fica muito forte. A evolução acontece em um tempo de 24 a 48 horas. Se as providências não forem tomadas a tempo, pode ser necessário a retirada completa do pênis, testículo, etc", conta. "O principal meio de transmissão é a relação sexual anal entre duas pessoas ou com animais", revela.

O tratamento é feito com antibióticos de alta potência e com a retirada da pele morta, apodrecida. Depois é necessário a interferência de um cirurgião plástico para recompor a região. "No começo o homem sente dor, mas a medida que a pele vai morrendo a dor desaparece", observa.

Os primeiros sintomas são pequenas bolhas na porta de entrada da bactéria. Conforme a bactéria vai se proliferando, começa a causar inchaço também e gera uma secreção purulenta. "São bolhas de ar por baixo da pele que ficam fazendo um barulhinho como se estivessem crepitando. É parecido com o barulho que se ouve quando amassamos um papel celofane", diz.

Após o tratamento é difícil ocorrer uma recidiva da doença, mas se a pessoa não se cuidar nada impede que isso aconteça. Como método de prevenção não há nada indicado além do uso de preservativo. "O coito anal é sempre uma atividade de risco para contrair doenças porque é um local com uma flora cheia de bactérias", argumenta.

"A Síndrome de Fournier não é uma coisa que acontece todo dia, mas são casos marcantes. Antigamente, na época em que havia muito garimpo em Mato Grosso, isso era mais comum", lembra.

Alguns autores sugerem outras possibilidades para que esta bactéria se manifeste na parte genital do homem: falta de higiene, evaporação menor de suor, pregas de pele que albergam em ninhos as bactérias que penetram, as rugas da pele impedem uma circulação livre com baixa resistência à infecção, tecido celular subcutâneo muito frouxo facilitando a disseminação, infecções menores que facilitam a contaminação, etc.

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