14.01.2010 | 03h00
A perda do equilíbrio e a tontura estão entre os principais motivos pelos quais os idosos procuram atendimento médico. "Com o avanço da idade, existe um envelhecimento de várias estruturas relacionadas ao equilíbrio corporal, como o labirinto, os órgãos responsáveis pela sensibilidade corpórea e pela visão. O envelhecimento desses três sistemas já pode, por si só, causar desequilíbrio e favorecer as quedas", explicou Raquel Mezzalira, médica otorrinolaringologista, Coordenadora da Campanha de Prevenção a Quedas na Terceira Idade e membro da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO).
Os três pilares do equilíbrio do corpo são o labirinto, a propriocepção e a visão. Os labirintos são sensores existentes dentro do ouvido e informam a movimentação e posição da cabeça no espaço. Já a propriocepção é a informação vinda de sensores existentes nos tendões e fibras musculares que analisam o grau de contração músculos permitindo que o cérebro conheça e interprete a posição de todas as partes do corpo e as relacione com a direção da gravidade e com o plano de sustentação da pessoa. Já a visão traz imagens do ambiente externo e contribui para a orientação do espaço. Segundo a médica, com o passar dos anos há um desgaste considerado natural destas estruturas e por isso o equilíbrio fica comprometido, tendo como consequência as tonturas e, mais gravemente, as quedas, também muito comuns na terceira idade.
"Há outras causas da tontura como o uso contínuo de alguns medicamentos e seus efeitos colaterias, a depressão, ansiedade. Ao contrário do que muita gente pensa, a labirintite não é a causa mais frequente de tontura e perda de equilíbrio. Ela não é crônica, dura de dois a três dias até duas semanas. O principal causador é mesmo o envelhecimento do sistema vestibular que controla o equilíbrio do corpo", salientou o médico geriatra Luiz Gustavo Castro Marques.
A dona de casa Leni Lins, 64, começou a notar a perda de equilíbrio há cerca de cinco anos. "Senti que já não tinha mais a firmeza de antes, principalmente nas pernas. Mas levo uma vida normal, obviamente que tomando alguns cuidados para evitar quedas. Não corro, não uso sapatos com salto alto e faço as tarefas domésticas um pouco mais devagar. Tenho um neto de um ano com quem eu brinco e até sento no chão, só não abuso", disse. "A gente tem que aprender a conviver com as limitações que vão aparecendo com a idade. Não pode é se entregar, mas procurar apoio", concluiu.
Fazer parte do processo de envelhecimento não significa aceitar placidamente a perda de equilíbrio. "Há medidas paliativas para conviver com a falta dele e outras atitudes saudáveis que, se não podem evitar a falta de equilíbrio, podem pelo menos fazer com que ela demore mais a aparecer", disse o geriatra Luiz Gustavo. Entre estas atitudes estão atividade física, controle do colesterol, da pressão e da diabetes.
A fisioterapia preventiva é uma das medidas que ajudam o idoso a superar as ameaças ao equilíbrio. Entre as outras "ferramentas" que contribuem ao equilíbrio estão os andadores, muletas e bengalas. O primeiro confere ao idoso maior grau de mobilidade independente, mas requer um espaço amplo para ser manuseado, principalmente o de rodas. Já o andador sem rodas pede um certo equilíbrio do usuário pois precisa ser levantado antes de cada passo.
As muletas são indicadas geralmente para uso temporário e facilitam o uso em degraus e escadas. A bengala (simples ou quadrúpede) é útil quando o idoso requer um apoio mínimo ou quando percorre trechos curtos. "A bengala só deve ser recomendada quando a pessoa idosa consegue manter a sustentação do corpo em uma mão", observou o geriatra.
Outra atitude que facilita a manutenção do equilíbrio, principalmente ao caminhar, é abolir de vez os saltos e optar por sapatos confortáveis, presos aos pés (principalmente nos calcanhares) e com sola antiderrapante. A indústria calçadista já possui modelos específicos para pessoas de mais idade.
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Aderval Eustáquio Figueiredo - 30/07/2019
Estou perdendo o iquilibrio do corpo
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