04.12.2005 | 03h00
Namorar, ficar, dar beijinhos, abraços e até uns "amassos" estão fazendo parte da vida dos adolescentes cada vez mais cedo. E os relacionamentos não param por aí, normalmente, são levados um pouco além... chegando na transa. Uma pesquisa pela Unesco, "Sexualidades e Juventude", realizada em 13 capitais do Brasil, incluindo Cuiabá, mostra que a idade média da primeira relação sexual vem diminuindo. As meninas estão tendo a primeira experiência entre 15 e 16 anos. Já os garotos por volta dos 14 anos.
Não há problema nenhum em iniciar a vida sexual precocemente, desde que isso seja feito com responsabilidade e eliminando desagradáveis riscos como a gravidez, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a temível contaminação com o vírus HIV. O ginecologista Luis Augusto Menechino explica que as conseqüências de uma vida sexualmente ativa antes de um amadurecimento são as mais variadas. "A longo e médio prazo a adolescente, por ter começado erroneamente, pode vir a não sentir prazer, ter medo de se relacionar por ter passado experiências desagradáveis, chegando a vida adulta com uma série de problemas sexuais".
Outros pontos alertados pelo médico são: a gravidez e o contágio por DSTs. "Quando converso com as pacientes que engravidaram ou têm alguma DST vejo que elas são informadas sobre o assunto, mas acreditam que aquilo nunca vai acontecer com elas. Possuem muita informação, mas não têm formação, que deveria começar em casa, com um diálogo aberto entre pais e filhos. Depois vem a escola dando apoio. As vezes os pais não conversam direito com os filhos porque sofreram uma repressão no passado e acabam tendo dificuldade em lidar com a situação. Daqui uns 15 anos isso vai ser diferente porque os jovens de hoje, que serão pais de adolescentes no futuro, vivem uma outra situação e têm abertura relacionada ao assunto".
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