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Cuiabá, Sábado 30/05/2026

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serial killer da ufmt 30.05.2026 | 17h19

Estuprador em série tem semiaberto autorizado pela Justiça, mas segue preso por outros crimes

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Preso preventivamente pelo assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, 52, encontrada morta no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em julho de 2025, Reyvan da Silva Carvalho recebeu, em março de 2026, o benefício do regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica em outro processo criminal relacionado a estupro e uso de documento falso. Apesar da decisão favorável, ele segue preso por causa de outros crimes.

 

A decisão foi assinada no dia 24 de março pela juíza Cristiane Padim da Silva e previa a instalação imediata do equipamento de monitoramento eletrônico. No entanto, como Reyvan já estava preso preventivamente pelo homicídio de Solange, a medida não chegou a ser efetivamente cumprida.

 

Apesar da decisão que determina o monitoramento, Reyvan segue custodiado na Penitenciária Central do Estado Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, por força de outros mandados de prisão. Ele é apontado pela Polícia Civil como responsável por uma sequência de crimes sexuais e homicídios registrados em Cuiabá desde 2020.

 

Histórico criminal 

As investigações ganharam novos desdobramentos após exames da Politec apontarem que o DNA encontrado no corpo de Solange coincidia com vestígios genéticos localizados em outros casos antigos, incluindo o assassinato de Marinalva Soares da Silva, ocorrido em dezembro de 2020, além de estupros registrados nos bairros Tijucal, em 2021, e Jardim Leblon, em 2022.

 

A descoberta provocou uma reviravolta judicial no caso Marinalva. Isso porque Júlio César Correa da Silva, conhecido como “Peba” ou “Boquinha”, chegou a ser levado a júri popular acusado pelo crime. No entanto, após a perícia genética descartar sua participação e apontar compatibilidade com Reyvan, o réu foi absolvido por falta de autoria.

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Medidas cautelares

Na decisão do semiaberto, a magistrada destacou a “gravidade concreta dos ilícitos praticados” e determinou que Reyvan utilizasse tornozeleira eletrônica, além de cumprir uma série de restrições judiciais.

 

Entre as medidas impostas estavam a permanência obrigatória em casa entre 22h e 6h, comparecimento mensal à Fundação Nova Chance, proibição de deixar Cuiabá e Várzea Grande sem autorização judicial e obrigação de comprovar trabalho lícito.

 

Segundo o processo de execução penal, Reyvan possuía pena total de seis anos e três meses, restando ainda cinco anos, sete meses e dois dias a cumprir.

 

“A ausência de acompanhamento institucional comprometeria a finalidade ressocializadora da pena”, registrou a juíza ao justificar o monitoramento eletrônico.

 

Ainda conforme o documento, o descumprimento das condições poderia resultar em regressão para o regime fechado.

 

Além do caso Solange, Reyvan também foi investigado por outros crimes sexuais. Em 2021, uma mulher grávida de seis meses denunciou ter sido estuprada por ele no bairro Tijucal. Em 2022, voltou a ser preso após denúncia de estupro no Jardim Leblon. Já em 2020, foi acusado de tentar estuprar uma mulher e a filha adolescente, caso em que as vítimas conseguiram fugir.

 

No interrogatório sobre a morte de Solange, Reyvan negou os crimes e afirmou que teria mantido relação consensual com a vítima. A versão, entretanto, foi contestada pela Polícia Civil.

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