26.08.2007 | 03h00
O dia 07 de setembro se aproxima e tão logo entram em cena as vedetes musicais da data: as bandas de fanfarra. Bumbo, caixa, pratos e coreografia misturados com músicas populares e um ou outro resquício militar: pronto, temos uma banda de fanfarra. Simples assim? Nem tanto, afinal, não é da noite para o dia que se monta e coordena um grupo de pessoas que marcha e dança enquanto toca em uníssono e harmoniosamente as canções.
Antes de conhecermos alguns exemplos cuiabanos, vejamos a origem da palavra fanfarra: segundo o Dicionário Aurélio ela vem do francês fanfare e era usada antigamente para denominar os toques de calçadas usando clarins e trompas. Fanfarra, lira, banda marcial e ainda a popular banda da escola também são alguns nomes dados à banda de fanfarra.
Hoje em dia há quem veja tais grupos como verdadeiras bandas musicais - algumas inclusive possuem um conjunto de metais que incrementam o som: tubas, trombones, trompetes, entre outros. E engana-se quem imagina um repertório só com canções de teor militar: há desde as dobradas militares (músicas de marcha) aos sucessos contemporâneos do axé, da MPB e temas de filme.
"Há muito tempo as bandas de fanfarra deixaram de tocar só músicas militares, até em virtude dos campeonatos dos quais a gente participa", informa o coordenador e regente da banda de fanfarra da Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Muller, Denisson Daniel de Miranda Silva, 28. Aliás, foi por ouvir uma fanfarra tocando outros ritmos que não os militares que o estudante Glauber Amorim, 20, se interessou em fazer parte de uma. Hoje ele toca quadritons na banda do Liceu.
Uma fanfarra é dividida em duas partes. A primeira é a linha de frente, que diz respeito à estandarte (identificação da escola), bandeiras e coreografia - cujo destaque é a baliza (ou balizador), que é quem faz movimentos de ginástica e malabarismo com um arco ou uma fita na frente da banda. Essa parte coreográfica é feita só por meninas e, segundo Denisson, não é uma parte obrigatória, sendo possível encontrar fanfarras apenas com a outra parte, o corpo musical.
É ele quem dita a batida das músicas. É composto pelo ritmo - a percussão, feita pelas caixas, surdos, quadritons, bongôs.- e pela melodia - instrumentos que possuem teclado, como marimbas, xilofones e liras. A banda do Liceu Cuiabano distribui entre ritmo e melodia os seus 45 componentes (que vão de estudantes da 8ª série ao 3º ano e também ex-alunos do colégio).
As bandas de fanfarra não são estanques: o drums corp sempre traz novidades. Por exemplo, a banda, ao invés de apenas marchar - fazendo aquele movimento característico de bater o pé no chão, inclusive como um instrumento percussivo -, toca e faz coreografia.
"Há muitas bandas nos Estados Unidos assim. O Brasil se espelha nelas, pois tem uma aceitação maior", explicou Denisson.
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