15.06.2003 | 03h00
Muitas pessoas se conhecem através da internet, celulares ou até mesmo por um telefonema por engano. Começam a conversar, trocar telefonemas, cartas e e-mails. Quando se dão conta, já estão envolvidas. São pessoas que buscam conselheiros, amigos ou até mesmo namorados ou namoradas em um meio mais rápido e moderno na era da computação.
As salas de bate-papo estão cada vez mais cheias de pessoas que procuram se encontrar ou encontrar a sua cara-metade. Através do telefone adquirimos uma liberdade mais ampla de falarmos coisas que jamais teríamos coragem de dizer cara a cara. É aí que nos damos conta do quanto nos envolvemos e estamos envolvidos nessa situação.
Há pessoas que se conhecem virtualmente e que, após um certo tempo, passam a sentir um clima de cumplicidade e confiança. E aí surge a curiosidade de saber com quem estão se envolvendo, apesar de já estarem envolvidos. Trocam fotos e logo tomam a decisão de se conhecer pessoalmente.
Muitas vezes acontece de um não agir com sinceridade com o outro. Mentem a idade, enviam fotos falsas ou coisa parecida e depois que um descobre o outro, já era. A amizade e o carisma conquistado foram para o espaço.
É claro que acontecem também os casos em que os relacionamentos dão certo. Ao passar do tempo você percebe e age como se conhecesse a pessoa há tempos, aí rola uma certa desconfiança e até um ciumezinho básico. Começam a paquerar, passam a namorar e alguns acabam se casando.
São casos muito comuns, mas que além de causar polêmica, sofrem discriminação da família, amigos e até mesmo da sociedade. Penso que são sensações involuntárias e emoções diferentes de um relacionamento "normal". A gente pensa em poder dar certo, mas o pior é quando você se apaixona por uma pessoa que está distante, pois a primeira coisa que vem à cabeça é a distância.
Você tenta se explicar porque e como fazer com que a pessoa se sinta realmente amada e que não está sendo enganada. A emoção fala mais alto, mas é como subir em um trampolim tendo a plena certeza de que a piscina está cheia e, quando você chega ao topo, a piscina está vazia. Você se sente abandonado e perdido, custa algum tempo, mas você acaba caindo na real.
Conheço casos em que relacionamentos assim deram certo e duram até hoje. Já passei por isso e sei como é sentir na pele se apaixonar por alguém que você nem ao menos conhece ou se sabe que está sendo sincero.
E você. Viveria um amor virtual?
Acha que pode dar certo?
Reflita, pois você poderá ser a próxima vítima.
Allessandra Coringa e Sousa é aluna do 2º ano do ensino médio da Cooperar e conselheira do Zine
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