11.03.2007 | 03h00
Estamos no século 21, mas a vida moderna não chegou ao estado de Os Jetsons, desenho feito pela dupla Hanna-Barbera que ilustrava um futuro com robôs e aparelhos supermodernos cuja função era facilitar e divertir a vida das pessoas. O que se vê hoje em dia é, além da diversão e da facilidade, uma obsessão por tecnologia, um vício que inclusive tem nome: tecnose.
Não é preciso ser muito esperto para saber o porquê do nome: "tec" vem de tecnologia, e "ose" é um sufixo que, assim como o "íase", designa doença, estado mórbido. É uma doença da modernidade cujo maior sintoma é a dependência do computador e, principalmente, da internet.
Há pessoas que passam horas e mais horas olhando para um monitor e acessando um incontável número de sites que rede dispõe. Os mais afoitos são os adolescentes, que vêem nisso uma forma irrestrita de divertimento e acabam sendo combustível para as conhecidas frases dos pais: "No meu tempo a diversão era diferente" ou algo do gênero.
Hoje em dia existe - ou foi criada - a necessidade de se ter uma máquina para fazer isso ou aquilo. Não que seja de todo maléfico, mas se situações simples fossem encaradas de outra maneira, a dependência seria menor.
Um exemplo? O controle remoto. É muito cômodo não mais se levantar do sofá e caminhar até os aparelhos para ligá-los: ao mesmo tempo que ele é uma extensão do nosso braço, é também o primeiro passo para que as pessoas adotem uma postura sedentária. E quando ele não funciona, há quem entre em colapso emocional.
Doença - Antes de mais nada, é necessário distinguir os conceitos de dependência e vício. Este é um comportamento criado pelo frequente consumo e/ou utilização de um bem ou atividade por parte de um indivíduo. Isso o leva a querer usufruí-lo cada vez mais devido à grande afinidade obtida pelo seu uso. Já a dependência pode ser observada como conseqüência do vício. Um exemplo fácil: quem é dependente de chocolate sempre vai querer mais pelo bem-estar gerado nele devido ao consumo da guloseima.
De acordo com psicólogo norte-americano Larry Rosen, considerado o pai da tecnose, um dos sintomas da doença é o refazer exaustivamente um trabalho e nunca sentir que o terminou, acreditar que fazer mais rápido é melhor, não saber como agir com eficiência sem a tecnologia e nervosismo por não ter acesso à tecnologia.
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