'taxações dilaceradas' 16.07.2025 | 09h25
Reprodução/R7
O governo brasileiro definiu como prioridade trabalhar para retroceder a tarifa de 50% a produtos do país anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com vigência prevista para a partir de 1° de agosto. Nos bastidores, porém, ministros e representantes do setor produtivo que fazem parte do comitê de negociação com os EUA já descartam a possibilidade de que a tarifa retorne ao patamar anterior.
A proposta de pedido de adiamento das taxas em no mínimo 90 dias, antes defendida por representantes da indústria, foi deixada para um segundo momento: somente depois que todas as possibilidades de negociação para redução máxima da tarifa sejam esgotadas.
Setores da indústria também pediram ao governo para não haver retaliação até que a taxação seja confirmada. As decisões iniciais do grupo de trabalho criado pelo presidente Lula para discutir as medidas de reciprocidade ao tarifaço norte-americano foram acordadas nas primeiras reuniões desta terça-feira (15).
Uma das maiores preocupações do setor produtivo é o curto prazo para o possível início da vigência da taxação: apenas duas semanas. Ainda assim, o grupo concordou que a prioridade, agora, é retroceder a tarifa. Em seguida, tentar retardar a implementação.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que o governo já busca mercados alternativos que possam absorver pelo menos parte do consumo norte-americano, mas ressaltou que o curto tempo é um desafio.
“Nós vamos intensificar a busca por alternativas, mas já no reconhecimento de que não é possível em dez ou 15 dias dar destino a tudo isso que se produz no Brasil e é vendido para os Estados Unidos”, disse.
Especialistas da indústria analisam que o impasse com os Estados Unidos pode abrir espaço para que outros países cresçam na relação comercial com o Brasil, como a China, e que as “taxações dilaceradas” de Trump podem reconfigurar o cenário político e econômico mundial.
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