22.12.2016 | 00h00
Segundo Chris Schaefer, um dos maiores profissionais de gestão escolar do mundo, devemos esperar do ser humano, no futuro próximo, algumas características importantes.
A primeira que ele trouxe, e que agrega e participa de todos as outras, é sermos pessoas capazes de fazer julgamentos justos, sinceros. Embora isso pareça subjetivo demais, no fundo, não o é. Todo o julgamento que fazemos tem que estar ligado ao amor (com o sentido do ágape).
Na verdade, podemos agradar alguém sendo politicamente correto, portanto, em certo desacordo com o que pensamos (então, sem sinceridade com o outro e consigo mesmo). Podemos punir alguém por ódio, por vingança. Do mesmo modo, podemos dizer o que pensamos, sem sermos mal-educados, grosseiros, mesmo em desacordo com o pensamento do outro (mas com sinceridade e educação) e punirmos pelo senso de justiça aos corretos e, também, para a sua aprendizagem e sensibilização (o amor acima de tudo). A primeira ideia, por trazer falsidade em ambos os casos, é excludente. A segunda, mesmo com as punições, por suas características, tem como foco a inclusão. O amor inclui; o ódio exclui!
Assim, como base de tudo isso, quando tivermos em uma situação de julgamento, o ponto principal a ser levado em consideração é o amor. O que deve acontecer para que aquela pessoa se torne melhor em sua essência?
E, por falar em amor, nessa época de Natal, sempre aflora o nosso julgamento em relação a Deus. Existe, ou não existe? Quem foi, o que fez, Jesus Cristo? A eterna exclusão entre ciência e religião.
Pois bem, se a ciência não prova a sua existência, ela também não prova a sua não existência. Portanto, por não conseguir provar nenhuma das duas hipóteses, precisa abraçar as duas formas de pensamento. A ciência precisa ser inclusiva.
Por outro lado, Deus não depende da fé de ninguém. Se ele existe, existe, independentemente de você acreditar ou não. Assim, a religião não precisa interferir na fé de não ter fé daqueles que não acreditam. Os diferentes posicionamentos sociais, políticos ou mesmo religiosos, também, não fazem ninguém melhor do que ninguém. A religião também precisa assumir o papel da inclusão.
O fato é que Jesus Cristo, homem ou Deus, tanto faz, passou 33 anos entre nós trazendo uma só mensagem: é preciso amar! Amor é inclusão. Passados mais de 2000 anos, ainda é tão difícil da gente entender.
Claudinet Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br - facebook.com/coltrijunior.
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