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01.09.2018 | 00h00

Batalha à parte

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No espaço reservado aos comentários dos internautas durante a transmissão ao vivo pelo Facebook da entrevista coletiva em que Selma Arruda anunciou que vai fazer campanha sozinha, seguidores da ex-juíza travaram uma batalha à parte com os seguidores de Nilson Leitão (PSDB) que resolveram acompanhar o pronunciamento. Enquanto os simpáticos ao tucano criticavam a postura da candidata do PSL, dizendo, entre outras coisas que ela estava interessada apenas no tempo de propaganda do então colega de chapa, os simpáticos à própria Selma elogiavam a decisão. Teve até quem dissesse que, só agora, vai votar nela.

Evitando

Selma Arruda não economizou nas críticas aos tucanos, mais especificamente Nilson Leitão. Apesar disso, evitou tocar na questão da delação em que o deputado seria citado e cujo processo já passou pelas suas mãos, na Sétima Vara Criminal de Cuiabá. No lugar disso - e ficou bem óbvio porque, afinal ela já conhecia as denúncias que pesam contra o parlamentar -, Selma usou o fato de ser nova na política, e Leitão não, para atacá-lo. Disse que, embora muitos afirmem querer uma renovação na política, ela ainda é feita de forma antiga, com os candidatos usando todas as armas que têm à disposição para serem eleitos.

Convicção

Selma, aliás, afirmou que foi boicotada pelo PSDB no horário eleitoral gratuito do rádio antes mesmo de anunciar sua decisão. Conforme ela, apesar de a mídia ter sido entregue, ela não foi veiculada. Questionada se vai tentar comprovar ter se tratado, de fato, de um boicote e não de uma falha qualquer, ela respondeu: “para mim, é nítido que foi. Não preciso buscar nada, porque sempre vai haver uma desculpa pra tudo”.

Fim da picada

Presidente do PSDB, Paulo Borges, que até então vinha tentando apaziguar a situação, assumiu o papel de dar uma resposta à iniciativa de Selma Arruda e tocou bem na ferida, afirmando que agora a candidata ao Senado coloca em dúvida todos os anos em que foi juíza já que, quando lhe interessava, ela afirmou que as denúncias contra tucanos no processo em questão não a incomodavam, mas passaram a ser usadas como argumento para justificar o rompimento.

Começo leve

O horário eleitoral começou na televisão com os candidatos ao governo do Estado “pegando leve” com os adversários. Os três mais pontuados nas pesquisas trocaram alfinetadas, mas mantiveram a “classe”. Desses, quem mais pesou a mão foi Mauro Mendes. Embora o discurso tenha evitado nomes e dado a entender que o democrata falava de dois governos diferentes, as imagens citaram muito mais a gestão Pedro Taques do que a Silval Barbosa. Em tempo, é sempre bom lembrar que o partido do ex-governador, o MDB, está na coligação do ex-prefeito.

Que deselegante

Selma Arruda também tentou amenizar para o lado do presidente do PSL em Mato Grosso, Victório Galli, mas o vice dele, Nelson Barbudo, não deixou por menos. Embora ela tenha dito que Galli não estava na coletiva por estar em viagem de campanha, Barbudo disparou achar “um tanto quanto deselegante” da parte do presidente não se fazer presente em um momento tão importante. Completou dizendo - numa indireta bem certeira para Galli, que disputa a reeleição à Câmara Federal - que a prioridade do PSL é, primeiro, a campanha de Jair Bolsonaro à presidência, segundo, a de Selma Arruda ao Senado e, só então, a dos candidatos a deputado.

Que evolução

E quem acompanhou o primeiro debate entre os candidatos ao governo da TV Vila Real, na última quinta-feira (30), quase não acreditou que o Wellington Fagundes (PR) que se atrapalhou todo nas perguntas aos demais concorrentes e não conseguiu esconder o nervosismo era o mesmo que apareceu no horário eleitoral gratuito.
A equipe de marketing do republicano conseguiu, entre outras coisas, tirar o ar clichê e pedante do discurso de governar mais próximo do povo.
 

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