EDITORIAL 24.09.2023 | 08h40
Luiz Leite
O Jornal A Gazeta vem trilhando um caminho difícil na luta pela verdade. São 33 anos de uma batalha diária para levar ao leitor as notícias apuradas com responsabilidade. São 33 anos defendendo o cidadão, principalmente aquele que depende do Sistema Único de Saúde (SUS), da rede pública de educação, do transporte coletivo. Daqueles que moram nos bairros mais periféricos e sofrem com a falta de infraestrutura básica. São 33 anos incomodando os governos acostumados a deixarem as verdades escondidas e publicarem apenas as suas “verdades”. E nesta luta incansável pela notícia, o Jornal A Gazeta sofre ataques, como o da última sextafeira, pelo Gabinete de Intervenção na Saúde de Cuiabá. Após a publicação de matéria relatando problemas no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a maior unidade pública de saúde da Capital, devido a atrasos nos pagamentos de fornecedores, o Gabinete publicou matérias acusando o jornal de fake news, afirmando que todos os serviços continuam sendo prestados sem nenhuma interrupção.
A reportagem do Jornal A Gazeta foi publicada com base em depoimentos de vários profissionais da saúde que atuam no HMC. Mas, é claro, sabendo que sofreriam retaliações, não se identificaram. Afinal, retaliações é algo que o governo do Estado e o Gabinete de Intervenção têm feito com muita dedicação. Não é possível ir contra eles, não é possível denunciar falhas. Se colocam como os donos da verdade, mas, cada vez mais, fica claro que são donos da “verdade deles”. Quem ousa denunciar, é colocado na lista dos “inimigos do rei” e podem sofrer consequências.
Após o alarde feito pelo Gabinete de Intervenção com a publicação das denúncias em A Gazeta, baseado em notas de três empresas que negam que tenham qualquer tipo de suspensão em serviços, o que servidores da unidade afirmam, inclusive com falas da interventora Daniella Carmona de que “a mentira corre, mas a verdade a alcança”, acusando o Jornal A Gazeta de publicar fake news, a verdade realmente alcançou a todos.
Pelo Portal Transparência da Prefeitura de Cuiabá, onde constam os pagamentos feitos pelo governo do Estado, por meio do Gabinete de Intervenção, aos prestadores de serviço da saúde, é possível notar que na mesma sexta-feira que a reportagem foi publicada e que o Jornal foi acusado de divulgar fake news, as três empresas que deram base ao alarde feito pelo Gabinete de Intervenção receberam mais de R$ 3,4 milhões. Exatamente no mesmo dia.
Coincidência? Só para quem quer acreditar. Para nós, do Jornal A Gazeta, fica a alegria de saber que após as denúncias, três empresas receberam parte do que tinham direito, por prestação de serviços. Para nós, fica a esperança de que todas as empresas recebam o que lhe são de direito para que os serviços da saúde, para o cidadão que mais precisa, sejam ofertados com respeito, qualidade e sem interrupção.
Mas também fica a indignação por uma atitude arbitrária, praticamente ditatorial, de querer que todos falem apenas o que eles divulgam como “verdade”.
Ao governo, ao Gabinete de Intervenção, e à interventora, reforçamos que “a mentira corre, mas a verdade a alcança”, e o Jornal A Gazeta vai sempre alcançá-la.
Não vamos desistir. A luta pela verdade, pelo jornalismo sério, ético, continua, mesmo com ataques, acusações. Estamos e estaremos sempre com a verdade.
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