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04.03.2026 | 11h32

Dia Mundial da Obesidade

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Juacy da Silva

Reprodução

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Em 2015, a Federação Mundial da Obesidade (em inglês, World Obesity Federation), com sede em Londres, no Reino Unido, diante das evidências de um aumento acelerado desta doença em praticamente todos os países, decidiu instituir o DIA MUNDIAL DA OBESIDADE.

 

O objetivo é despertar, tanto na população em geral quanto entre profissionais da saúde, gestores e autoridades, a conscientização sobre os riscos e desafios associados à doença, por ser ela crônica e multifatorial, incentivando ações práticas para prevenção e tratamento.

 

Para tanto, os países precisam definir e implementar políticas públicas robustas para o enfrentamento deste grave desafio nacional. Inicialmente, a data era celebrada em 11 de outubro, mas, em 2020, foi oficialmente alterada para 4 de março para consolidar campanhas globais e fortalecer parcerias com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e suas agências regionais.

 

No Brasil, além dos alertas de março, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) mantém o 11 de outubro como o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, com o intuito de pautar a doença e suas severas consequências para a saúde individual e coletiva. Inúmeras pessoas, principalmente mulheres, ainda imaginam que a obesidade e o excesso de peso sejam apenas problemas estéticos.

 

Outras fazem "piadas" e defendem a ideia de que esta doença crônica não tem gravidade, reduzindo o nível de conscientização ou sugerindo que a obesidade é sinônimo de beleza. Uma atenção especial deve ser dada também à obesidade gestacional, que aumenta significativamente os riscos de complicações para a mãe e o feto, incluindo diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, partos cesáreos e até risco de morte.

 

Conceitos e DiagnósticoA obesidade é definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de causar prejuízos à saúde. Geralmente identificada por um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a $30 kg/m^2$ (peso dividido pela altura ao quadrado), ela está associada a riscos elevados de diabetes, infertilidade, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas ortopédicos e diversos tipos de câncer.

 

Já o excesso de peso (sobrepeso) é o "degrau" anterior, com IMC entre $25$ e $29,9 kg/m^2$, que, se não tratado, invariavelmente evolui para a obesidade. Casos com IMC acima de $40 kg/m^2$ são classificados como obesidade mórbida, requerendo intervenção profissional intensiva, por vezes incluindo a cirurgia bariátrica.

 

O Cenário em 2026O tema do Dia Mundial da Obesidade em 2026 é “Oito bilhões de razões para agir na luta contra a obesidade”. O número reflete a urgência global: em 2025, estimava-se que mais de um bilhão de pessoas viviam com a doença. Projeções da Federação Mundial de Obesidade indicam que, em 2035, esse contingente chegará a quatro bilhões — ou seja, 45,5% da população mundial.O Brasil já é o quarto país em número de pessoas obesas. Segundo a Fiocruz, em 2030, um terço da população brasileira estará nesta condição; em 2044, o número pode atingir 83 milhões de adultos (59% da população).

 

O impacto é devastador: anualmente, a obesidade causa a morte de aproximadamente 2,2 milhões de pessoas no mundo. Em uma década, são 22 milhões de vidas ceifadas — um impacto superior ao da pandemia de COVID-19.Impacto Econômico e SocialAlém do sofrimento humano, os custos financeiros são astronômicos: superiores a 1,7 trilhão de dólares anuais em custos diretos.

 

Se somarmos os custos indiretos (aposentadorias precoces, absenteísmo e cuidados paliativos), esse valor pode dobrar, superando os 3,5 trilhões de dólares. Diante desta realidade, o mês de março deve servir como um alerta para a mudança de hábitos alimentares, combate ao sedentarismo e busca por diagnósticos precoces que considerem causas genéticas, hormonais e psicológicas.

 

Como enfatiza Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, precisamos de uma "mudança de sistemas para vidas mais saudáveis". É urgente que governos melhorem a nutrição pública e promovam a atividade física desde a infância, criando ambientes receptivos ao enfrentamento desta epidemia persistente.

Juacy da Silva é professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro Oeste. Email profjuacy@yahoo.com.br  Instagram @profjuacy Whats app 65 9 9272 0052

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