Publicidade

Cuiabá, Quarta-feira 30/09/2026

Judiciário - A | + A

21.11.2017 | 19h35

Justiça manda periciar laudo sobre compra de mineradora por Mauro Mendes

Facebook Print google plus

O juiz da 3ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá, César Augusto Bearsi, determinou a realização de uma perícia em um laudo usado para embasar a venda da mineradora Maney Mineração Casa de Pedra ao grupo empresarial do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), em 2009. A decisão é desta terça-feira (21).

Conforme informação do site Isso é Notícia, a decisão foi tomada em processo de improbidade administrativa que envolve Mendes e outras 4 pessoas. Entre elas, Valdinei Mauro de Souza, sócio do ex-prefeito, e um juiz trabalhista Luis Aparecido Ferreira Torres, que foi aposentado compulsoriamente pela mesma denúncia.


Juiz manda periciar laudo em fraude de até R$ 700 milhões que envolve ex-prefeito de Cuiabá

A perícia é necessária devido à suspeita de que a assinatura de um perito tenha sido fraudada. Além da assinatura, há suspeita de diversas irregularidades no processo de venda da mineradora.

Entre elas, o suposto favorecimento do juiz trabalhista que determinou a venda da mineradora para o pagamento de indenizações trabalhistas, bem como do corretor de imóveis que não intermediou a venda da mineradora e ganhou comissão de R$ 20 mil - e até dos compradores.

Por isso, o magistrado determinou a perícia  e nomeou o perito grafotécnico Thyago Jorge Machado para realizar a trabalho, cujo parecer deve ser apresentado em 15 dias. Para o laudo técnico, o juiz escolheu o engenheiro de minas Edmilson Pinho de Sá.

Na decisão, Bearsi negou os pedidos feitos pela defesa dos réus, como o pedido de ilegitimidade passiva invocado por Mauro, pelo sócio e pela empresa de ambos, a Maney Mineração, localizada em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá).

Bearsi também negou pedidos feitos pela defesa com o suposto objetivo de retardar o andamento do processo, como a quebra do sigilo telefônico de um corretor de imóveis envolvido na fraude e até a quebra do sigilo das câmeras de segurança do TRT.

O caso -  A suspeita é de que tenha havido fraude desde o início do processo, quando o juiz   Luis Aparecido Ferreira Torres conduziu o leilão judicial da então chamada Mineradora Salomão, hoje  Maney Mineração, a fim de pagar indenização trabalhista a uma ex-funcionária no valor de R$ 550 mil.

À época, segundo investigação do Ministério Público Federal, a empresa era avaliada em mais de R$ 700 milhões, sendo R$ 273 milhões só em jazidas de ouro em Mato Grosso. No entanto, o edital do leilão teria sido publicado estimando o valor total do patrimônio em apenas R$ 4 milhões.

A mineradora foi arrematada por R$ 2,8 milhões. O lance vencedor foi oferecido por Jéssica Cristina de Souza, filha do empresário Valdiney de Souza, um dos donos da mineradora. Seis meses após o leilão, segundo o MPF, ele comprou 98% das cotas da empresa, que mudou de nome e passou a chamar-se Maney Mineração Casa de Pedra Ltda. Os sócio-proprietários são Souza e Mauro Mendes. 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Já escolheu em quais candidatos vai votar?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Quarta-feira, 30/09/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.