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aumento de doenças respiratórias 12.05.2022 | 15h32

Apenas 39% dos idosos receberam vacina da gripe; saiba quem tem direito no SUS

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José Cruz/Agência Brasil

José Cruz/Agência Brasil

Apenas 39% dos idosos tomaram a vacina contra a influenza (gripe comum) no Brasil, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Isso significa que dos cerca de 30,2 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, 11,9 milhões já receberam a injeção. Os mais velhos estão entre os primeiros grupos com direito a receber a proteção pelo calendário da campanha nacional, que começou em 4 de abril em todo o País. No Estado de São Paulo, a taxa é de 45,1%.

 

A campanha começou inicialmente para idosos com mais de 60 anos e trabalhadores da área da saúde. Alguns Estados e cidades anteciparam a imunização, a exemplo da capital paulista, que começou a aplicação em 27 de março com a aplicação da dose em idosos acima de 80 anos. Nas últimas semanas, diante do aumento de infecções pela covid-19, o Brasil tem registrado aumento de doenças respiratórias. Especialistas, por isso, recomendam proteção aos grupos mais vulneráveis como forma de evitar agravamento e idas desnecessárias ao hospital.

 

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O segundo grupo é o infantil: de bebês de 6 meses a crianças de até 5 anos, gestantes e puérperas (mulheres nas primeiras semanas após o parto). Entre as crianças, a taxa de protegidos não passa de um terço. Das 43,1 milhões de crianças elegíveis, só 14,3 milhões receberam a vacina.

 

Desde 9 de maio, a vacina está sendo aplicada em indígenas, quilombolas, profissionais da educação, pessoas com deficiência e pessoas com comorbidades, como diabete, câncer.

 

No Estado de São Paulo, até agora, foram aplicadas só 357,4 mil doses nas crianças (13,5% de cobertura vacinal), 24,7 mil nas gestantes (6%), 535,8 mil nos profissionais da saúde (34,5%), 3,6 mil nas puérperas (5,3%) e 4,1 milhões nos idosos (45,1%).

 

A meta do governo estadual é imunizar 90% de todos os grupos elegíveis e, até agora, só 40% do total foi imunizado. Ainda segundo a Secretaria do Estado da Saúde, menos de 20% das crianças, grávidas e puérperas se imunizaram.

 

‘É fundamental que os grupos prioritários procurem os postos de vacinação para tomar a dose da vacina contra a gripe. Com as temperaturas mais baixas, a influenza pode evoluir para casos mais graves, por isso é essencial que todos compareçam aos postos para se vacinar‘, afirmou a diretora de Imunização da Secretaria da Saúde paulista, Nubia Araújo. A Prefeitura de São Paulo diz que a cobertura entre idosos é de 47,9%.

 

A última etapa de vacinação no Estado está prevista para começar em 16 de maio, quando farão parte da campanha profissionais das forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, funcionários do sistema prisional, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, população privada de liberdade e adolescentes e jovens sob medida socioeducativa.

 

Até 3 de junho, o ministério prevê imunizar, em todo o País, cerca de 77,9 milhões de pessoas nos grupos considerados prioritários - só 22,4% do público elegível foi imunizado até agora.

 

A vacina disponibilizada pelo Sistema ·nico de Saúde (SUS) é a trivalente - composta pelos vírus H1N1, a linhagem B (Victoria) e também a cepa Darwin do vírus influenza A (H3N2). Ou seja, os novos imunizantes são adaptados à cepa que causou um surto de casos no Brasil no fim de 2021.

 

A vacinação na rede pública tem por objetivo imunizar os grupos de mais risco que representam cerca de 70% dos óbitos pela doença. No ano passado, a campanha de vacinação contra a influenza começou em abril e se estendeu até setembro por causa da baixa adesão. O balanço foi de 72,1% do público-alvo vacinado, mas a meta do governo federal era ter 90% do grupo prioritário imunizado.

 

Na capital paulista, a vacinação para os grupos elegíveis está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, drive-thrus e megapostos.

 

Desde o fim de março, as clínicas particulares de São Paulo também realizam a campanha da gripe. Algumas unidades fazem, inclusive, agendamento para a aplicação domiciliar. Na rede privada, a imunização aplicada é a tetravalente - composta pelos vírus H1N1, a linhagem B (Victoria), a linhagem B (Yamagata) e também a cepa Darwin do vírus influenza A (H3N2). Os preços variam de R$ 130 a R$ 160 por aplicação.

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