retorno do sarampo 01.01.2026 | 17h20

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SECOM/VG
Em 2025, Mato Grosso passou por períodos de registro de cobertura vacinal abaixo da meta e quadro permanece para alguns imunizantes. Enquanto de um lado, o Estado teve presença em desenvolvimentos e estudos sobre vacinação, do outro, a realidade de cobertura vacinal foi insuficiente para alguns imunizantes durante o ano, tendo, por alguns períodos, apenas uma das vacinas do cronograma vacinal infantil dentro da meta de imunização.
No cenário das vacinas, Mato Grosso foi um dos centros de teste do imunizante brasileiro da dengue, aprovado este ano e outros pesquisadores desenvolvem pesquisas para a chamada “hesitação vacinal”.
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Dados coletados até o último dia de setembro deste ano, disponíveis no painel do Ministério da Saúde, mostram que hoje existem 4 vacinas que cumprem a meta de vacinação infantil em Mato Grosso. Esses dados mostram uma melhora em relação a outros períodos observados, como entre janeiro e agosto, que apenas a vacina BCG estava dentro da meta de cobertura vacinal.
Entre as coberturas vacinais mais baixas no ano, está a 2ª dose da tríplice viral, com apenas 76,23%. Esse imunizante protege contra Caxumba, Rubéola e Sarampo, doença que teve um surto no estado após uma família de Primavera do Leste (231 km ao Sul de Cuiabá) viajar até um local com casos e retornar infectado.
O município registrou 6 casos da doença até a primeira semana de novembro. Nenhuma das vítimas tinha o cronograma vacinal completo.
Além da tríplice viral, a vacina varicela, também aplicada logo após a criança completar um ano de idade, está entre as menores taxas de cobertura no estado.
A vacinação tem um papel importante, principalmente na infância, e a maioria das vacinas deve ser aplicadas nesta fase da vida. As substâncias ajudam a construir um sistema imunológico forte e aumentam as chances de sobrevivência de um bebê.
Pesquisas sobre vacinação realizadas em 2025
O cenário de pesquisas sobre imunizantes no estado teve destaques, principalmente na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A doutora em ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e professora e pesquisadora da UFMT, Jaqueline Costa Lima, desenvolve estudos para entender e explicar os possíveis motivos para a redução a para a baixa cobertura vacinal no estado.
Entre as hipóteses pesquisadas por ela estão a questão de desinformação disseminada sobre os imunizantes, com “fake news” que podem até envolver até a crença de que vacinas são capazes de trazer autismo às crianças. Além disso, pais que acreditam que a vacinação não é necessária em doenças raras ou extintas é outro ponto investigado.
Em uma parceria entre o Instituto Butantan com 16 centros de pesquisa do Brasil, um grupo de pesquisadores da UFMT foi escolhido para participar dos testes sobre a nova vacina da dengue, totalmente brasileira e de dose única. Os estudos foram realizados entre 2016 e 2025, com cerca de 1300 voluntários que foram acompanhados por 5 anos dentro do período.
Em Mato Grosso, o estudo teve como investigador principal o professor e pesquisador Cor Jesus e como coordenador Luciano Teixeira, também professor e pesquisador da Universidade.
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