Operação mira o PCC 28.07.2020 | 09h33
Divulgação Polícia Federal
Uma megaoperação das polícias de 11 Estados cumpre, nesta terça-feira (28), 212 mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão contra integrantes de uma facção criminosa.
Ao todo, mais de mil policiais estão nas ruas para cumprir as ordens da Justiça em um desdobramento da operação Flashback.
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Dos 212 mandados judiciais expedidos, 98 são cumpridos em Alagoas – destes, 73 estão concentrados na capital Maceió. O restante dos mandados foi expedido e está sendo cumprido em cidades de Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Sergipe, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
A primeira fase da Operação Flashback ocorreu em novembro de 2019, quando foram cumpridos 110 mandados e 81 pessoas foram presas. Naquela ocasião, as detenções ocorreram em sete Estados: Alagoas, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Operação mira o PCC
A operação tem como objetivo o isolamento de líderes da nova estrutura do PCC, que tem como caraterística a truculência no 'tribunal do crime', com mortes bárbaras pelo Brasil, inclusive em Alagoas, com registros em Maceió e região metropolitana. De acordo com as investigações, o 'tribunal do crime' é formado pelos que detêm maior poder ou funções privativas dentro da facção.
Operações simultâneas
Durante a operação Flashback II, a região Nordeste concentrou o maior número de ações da operação, contabilizando oito estados e 179 mandados judiciais expedidos. Os estados de Alagoas e Ceará ficaram em evidência.
Assim, a Polícia Federal em Alagoas sincronizou as investigações com outros órgãos envolvidos, já que alguns dos alvos eram investigados paralelamente. Desta forma, os policiais federais deflagraram a operação NJORD.
Nesta operação, o objetivo era dar cumprimento a 39 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em Maceió, São Paulo e em cidades dos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul para desarticular a facção criminosa de âmbito nacional que enviava drogas para Alagoas.
A operação Njord faz parte de um esforço coordenado entre a Polícia Federal, a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado de Alagoas, juntamente com o Batalhão de Operações Policiais Especiais - BOPE e a Inteligência da PMAL, para desmantelar braço da organização criminosa de âmbito nacional.
A operação foi deflagrada com a operação FLASHBLACK II, conduzida pelas Forças de Segurança do Estado e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado - GAECO do Ministério Público de Alagoas, com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de Ministérios Públicos de vários Estados.
Investigações
Durante os três meses de investigação, foram produzidas provas que, segundo a polícia, materializam os crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas cometidos pelos investigados.
Nesse período, os policiais federais realizaram quatro prisões em flagrante de cinco investigados por tráfico de drogas, sendo duas delas em Alagoas e duas no Mato Grosso do Sul, onde foram apreendidas quase meia tonelada de droga.
A polícia afirmou ainda que foram identificados os integrantes da organização criminosa responsáveis pela aquisição e transporte da droga para Alagoas, bem como os responsáveis pelo recebimento e distribuição da droga nas "lojas", o termo utilizado para denominar locais conhecidos como "bocas de fumo".
Assim, estão sendo cumpridos mandados de prisão de tais integrantes em São Paulo, Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul.
A Polícia Federal constatou que parte do pagamento da droga se dava por contas bancárias abertas em nomes de pessoas residentes em São Paulo e no Paraná. As contas foram bloqueadas por decisão da 17ª Vara Criminal da Capital, e os titulares das contas levados a prestar esclarecimentos na Polícia Federal.
Com base na investigação, a polícia afirmou que foram geradas informações compartilhadas entre as áreas de inteligência que impediram um grande assalto em Sergipe e prendeu, em Alagoas, um investigado com uma submetralhadora.
Somente em Alagoas estão sendo cumpridos pela PF e pelo BOPE 28 mandados de prisão de traficantes de drogas em Maceió, principalmente no bairro da "Pescaria".
Os presos serão interrogados na sede da Polícia Federal em Maceió e levados ao presídio, onde aguardarão decisão da Justiça. As penas podem ser superiores a 20 anos de reclusão.
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