horta da escola 17.03.2022 | 14h14
Reprodução/Facebook
A mãe de uma menina de 14 anos compartilhou nas redes sociais, na segunda-feira (14), o sentimento de revolta e angústia após a filha ser picada por um inseto na horta da Escola Estadual Doutor Mario Toledo de Moraes, em Laranjeiras, na cidade de Caieiras, região metropolitana de São Paulo. A jovem está internada e corre o risco de perder a perna.
De acordo com a mãe, o primeiro atendimento à menina ocorreu no Hospital de Laranjeiras, onde foram realizadas drenagens e medicações. Após 15 dias, elas voltaram ao hospital porque a perna da jovem estava pior e, então, o médico responsável decidiu internar a jovem, alegando que a bactéria contraída após a picadia seria "resistente".
Leia também - Cadela impede acidente com passageira com deficiência visual no Metrô de SP
A atividade ao ar livre foi proposta por uma professora no dia 14 de fevereiro. Os alunos precisavam lavar e pintar pneus para confeccionarem bancos. No entanto, no local onde realizaram a atividade, havia "mato até o joelho", conforme relato da mãe.
Segundo a diretora da escola, foi solicitada à gestão estadual a poda do mato, mas, até o momento, a instituição não teria tido retorno. "A escola tem vários tipos de aranha e até cobras", afirmou a mãe na publicação.
Na quinta-feira (10), a estudante foi transferida para o Hospital Estadual de Francisco Morato Professor Calor da Silva Lacaz, onde recebeu medicação na veia e passou por procedimento de drenagem do líquido na perna. Segundo a responsável pela menina, o procedimento foi feito sem nenhum tipo de anestesia.
A publicação repercutiu nas redes sociais e chegou ao conhecimento do diretor-geral da Saúde de Caieiras, Julio Rodrigues, que registrou comentário no post: "Assim que soubemos do caso, nossas equipes de saúde passaram a dar o acompanhamento de perto". Além disso, pediu à mulher que mantivesse o comentário dele para que as pessoas soubessem da informação.
No entanto, a mãe da menina disse não teve auxílio nenhum da prefeitura. "Vocês devem estar auxiliando outra mãe e filha. Em nenhum momento a Secretaria de Saúde me procurou. Pedi ajuda para um assessor da prefeitura para que fosse cortado o mato na escola, ele me escutou, mas somente isso, entrou em um ouvido e saiu pelo outro, nem na escola apareceu para se inteirar do caso da minha filha."
"A Secretaria de Saúde quis se livrar da minha filha a transferindo para o Lacaz, onde não realizam esse tipo de cirurgia. No sábado à noite minha filha disse que preferia a morte. O senhor, que tem filho, ia gostar que ele passasse por isso?", questionou a mãe. Além disso, a mulher relatou que o cirurgião do hospital em que ela estava disse que a menina precisaria fazer cirurgia às pressas, já que há risco de infecção generalizada e ela poderia morrer.
A jovem fez exames e, segundo a avaliação médica, precisaria fazer uma cirurgia de limpeza, mas seria necessária uma nova tranferência, pois o hospital de Francisco Morato não realiza esse procedimento. "Minha filha conseguiu transferência porque dei uma de louca."
Em contato com vereadores, a mãe conseguiu uma vaga no Hospital Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho. No domingo (13), com o risco de ter o membro amputado, a menina entrou em cirurgia, que durou aproximadamente uma hora.
Segundo relato do médico à mãe da paciente, caso demorassem mais um ou dois dias, a menina teria sofrido infecção generalizada e morrido. Nesta quarta-feira (16), outra médica passou para ver a jovem e afirmou que muito possivelmente precisará ser feito um novo procedimento, já que ainda há partes necrosadas.
De acordo com os médicos, há também a possibilidade de ser necessário um enxerto. Por isso, a menina deve ser transferida para a Santa Casa de São Paulo. Segundo a mãe, são no mínimo seis meses para que a cicatrização se complete. A menina sofre de anemia, e a mãe acredita que a baixa imunidade possa ter potencializado o problema. "Ela não está mais aguentando drenar, e secreção não cessa", desabafou.
A reportagem do R7 entrou em contato com as Secretarias Estadual e Municipal de Educação e até o momento não recebeu retorno sobre o caso.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Lia Fernandes - 21/03/2022
Hoje eu tenho 42 anos, quando eu tinha 14 anos fui picada pela aranha marron, realmente na hora não dói, no outro dia meu pé já estava inchado, três dias depois eu já estava no hospital. Fui muito bem atendida no hospital da Criança Santo Antônio em Porto Alegre/RS capital. Fiz três cirurgias, uma foi drenagem de inflamação, segunda foi remoção do tecido morto e por último implante de pele, pois perdi toda a lateral do meu pé. Fiquei em tratamento com antibiótico para evitar infecção, depois que o tecido morto foi removido os curativos eram feitos com açúcar refinado, me foi explicado na época que séria uma estratégia para que bactérias comecem o açúcar para o tecido se recuperar, graças a Deus e ao meu médico DR Moacir hoje tenho meu pé, mas quase perdi Na cicatriz fiz uma tatuagem. Gostaria que a mãe e a menina pudessem me contatar no Instagram, assim podemos trocar experiências e eu mostrar como está meu pé hoje. @liafernandesrs
1 comentários