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'ESTÁ PRESO OU NÃO?' 15.08.2022 | 14h42

Rede social de PM acusado de matar Leandro Lo é reativada, e família da vítima se revolta

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Reprodução/Redes Sociais

Reprodução/Redes Sociais

A conta do Instagram do policial militar Henrique Velozo, preso deste a segunda-feira (8), acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, de 33 anos, foi reativada. O disparo contra a cabeça do lutador ocorreu no domingo (7) durante uma briga em um show no Esporte Clube Sírio, no bairro Planalto Paulista, na zona sul de São Paulo.

 

A família e amigos de Lo se revoltaram ao saber da reativação da rede social do acusado e marcaram um protesto para esta segunda-feira (15), às 20h, em frente ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte, onde o PM está preso.

 

Leia também - Procon notifica bar após placa polêmica; 'Não odiamos crianças, é só a sua mesmo'

 

"Esse safado está preso ou não? O cara ativou o Instagram na colônia de férias", ironizou o professor de jiu-jítsu Bruno Vieira Viana. A irmã de Leandro, Amanda Lo, e a mãe, Fátima, revoltadas, publicaram o anúncio do protesto nas redes sociais.

 

Segundo William Carmona, lutador de jiu-jítsu e amigo de Leandro, a manifestação deverá ser pacífica. Ele pede aos participantes que não utilizem palavras de baixo calão, que não haja violência e que os manifestantes não ajam contra a polícia. Para Carmona, o perfil do PM Velozo foi ativado de propósito para "criar um clima de animosidade".

 

A reativação do perfil do agente gerou comentários dos internautas sobre as fotos publicadas por ele. "Você não é policial, é um moleque", opinou Caio Lira. "Homicida vestido de policial", escreveu Lucas Silva. Outros comentários como "covarde", "assassino" e "medíocre" também aparecem entre as publicações de Henrique Velozo.

 

Relembre o caso

 

O campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Pereira do Nascimento Lo foi baleado na cabeça na madrugada do domingo (7) após uma briga com o PM Henrique Velozo em um show. O lutador chegou a ser socorrido, mas teve morte cerebral anunciada momentos depois.

 

Segundo testemunhas, o agente foi à mesa de Lo após uma discussão. O policial teria pegado uma garrafa, enquanto o lutador se levantou, tirou o objeto da mão dele e, num golpe de luta, o derrubou e o imobilizou.

 

Nesse momento, colegas da vítima separaram os dois e tentaram encerrar a briga. O agente, minutos depois, deu uma volta na mesa e, diante do lutador, sacou uma arma e efetuou o disparo, que atingiu a região frontal da cabeça da vítima.

 

Henrique Velozo se apresentou à corregedoria da corporação no início da noite do domingo (7) e foi levado à delegacia para prestar depoimento. Em audiência de custódia realizada na segunda-feira (8), no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, A Justiça manteve a prisão temporária do homem.

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