MORTALIDADE MATERNA 29.05.2022 | 14h17

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução/Facebook
62 mulheres mato-grossenses morreram em 2021 durante a gestação ou em menos de 50 dias após o parto, aponta dados da Comissão Nacional da Mortalidade Materna em Mato Grosso. Na região Centro-Oeste, o estado perde apenas para o vizinho Mato Grosso do Sul em números de mortes. Os dados chamam atenção para o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, celebrado em 28 de maio.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mortes são contabilizadas em cima de óbito durante a gestação ou após 42 dias pós-parto. Em todo o país, só em 2021, foram registrados 2.740 óbitos. O número elevado se deve a falta de acesso aos servidos de saúde e condições de tratamento adequado.
Os dados de Mato Grosso são preocupantes, afirmou o médico ginecologista e obstetra Luiz Augusto Cavallini Menechino, que também é membro da Comissão da Mortalidade Materna. Ele ressalta que o número de 2021 é quase o dobro de 2020, quando foram registradas 48 mortes.
“Nesse último ano, a pandemia da covid-19 foi a responsável pela maioria das mortes, de 62 óbitos, 41 foi por conta do coronavírus”, disse, lembrando que os números estão aumentando com o passar dos anos. Em 2019 foram 38 mortes.
“Então, de 38 para registrar 62 em 2021, é um absurdo”, afirma. Além da pandemia, há outras causas diretas que podem levar a morte das gestantes. As principais causas diretas são: pré-eclâmpsia e a hemorragia.
Para Menechino, nesses casos, a solução é que o Ministério da Saúde realize treinamentos para que os profissionais tenham condições de agir rápido, salvando tanto a vida do bebê, quanto da mãe. “Além dos pré-requisitos que o hospital deve ter para hemorragia ou pré-eclampsia é de extrema importância que esses profissionais, estejam capacitados para agir rápido”, concluiu.
Susto
A maquiadora Cristiane Correa, mãe de um casal, quase virou parte da triste estatística durante o nascimento de sua filha. Durante o parto normal, a bebê mudou de posição e acabou que dilacerou seu útero.
"No momento do parto ela fez um movimento como se tivesse girado e nasceu. Após ela nascer sem respirar e chorar, eu comecei a sentir uma forte dor na barriga. Falei da dor, daí já esticaram minhas pernas, e de parto normal já mudou para cirurgia de histerectomia, depois disso não vi mais nada", relatou.
Por conta da hemorragia, Cristiane precisou remover o útero. A intervenção foi necessária para ela viver. Durante a recuperação, precisou tomar duas bolsas de sangue.
"Amo ser mãe e gostaria de ter mais filhos, mas Deus sabe o que faz, na época fiquei triste de perder o útero e bem assustada no purpúreo por imaginar que não poderia estar viva para cuidar da minha filha, mas hoje sou grata por ter tido esse milagre e poder contar essa história", finalizou.
Recentemente, a ginecologista e obstetra Bethânia Bianquino Palmiro, que atuava no Hospital Regional de Cáceres, teve o caso parecido com o de Cristiane. Porém, ela não resistiu ao quadro clínico e acabou morrendo no dia 24 de abril de 2022, logo após dar à luz a sua terceira filha.
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