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prefeita tenta remediar 07.05.2026 | 17h14

700 famílias vivem sob risco de despejo em área de VG

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Matheus Guimarães / Secom Vg

Matheus Guimarães / Secom Vg

Uma reunião foi realizada com moradores do bairro Princesinha do Sol, em Várzea Grande, para discutir o conflito fundiário enfrentado pela comunidade. Cerca de 700 famílias vivem sob ameaça de despejo após ações de reintegração de posse determinarem a desocupação da área em até 60 dias.


O encontro foi convocado pela presidente da comunidade, Diva Barão, e contou com a presença da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, após os moradores serem surpreendidos pela decisão judicial envolvendo a área ocupada há mais de 20 anos.

 

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Também participaram da reunião o procurador-geral do município, Maurício Magalhães; a secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon; a chefe de gabinete Ana Helena; e o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos.


Durante o encontro, a prefeita afirmou que a gestão municipal irá atuar para defender os moradores.


“Não vamos deixar essas famílias desamparadas. Pedi ao procurador Maurício Magalhães que o município se manifeste no processo para defender a permanência dos moradores e buscar uma solução legal e justa para todos”, declarou Flávia Moretti.


A prefeita também destacou que o bairro Princesinha do Sol já estava incluído no projeto de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) desde 2025. Segundo ela, há previsão de indenização ao suposto proprietário da área, mas também é necessário considerar os investimentos já realizados e os previstos para a região.


O procurador-geral do município, Maurício Magalhães, explicou aos moradores que a Prefeitura ainda não havia sido oficialmente intimada sobre o processo.


“O município nunca foi intimado nesta ação. Agora, vamos acompanhar o caso de perto e recorrer dentro das possibilidades legais para garantir os direitos da comunidade”, afirmou o procurador.


De acordo com informações divulgadas durante a reunião, os moradores conseguiram na Justiça a suspensão temporária da ordem de desocupação.


A presidente da comunidade, Diva Barão, afirmou que os moradores buscaram apoio jurídico e auxílio da Prefeitura diante da insegurança causada pela decisão judicial.


“Os moradores ficaram assustados com a notícia de que teriam apenas 60 dias para sair daqui. São famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas vivendo aqui há décadas. A presença da prefeita e a entrada do município no processo como terceiro interessado são muito importantes para nossa comunidade”, disse.


Ao final da reunião, a prefeita reafirmou que a administração municipal continuará prestando apoio às famílias, dentro dos limites legais, para a construção de uma solução para o conflito fundiário.

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