DEU EM A GAZETA 31.10.2021 | 08h18

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Chico Oliveira
Projeto ambicioso em sistema de Parceria Público Privada (PPP) pretende devolver ao povo cuiabano um dos espaços do centro comercial de Cuiabá que foi abandonado pelo poder público há mais de 30 anos. O Mercado Municipal Miguel Sutil não é nem sombra do que foi quando inaugurado, na década de 60, na gestão do então prefeito Vicente Vuolo.
Localizado em um dos quadriláteros mais caros da cidade, o Mercado Municipal agoniza em ruínas. Espaço que chegou a manter mais de 80 boxes, onde a cuiabania comprava o que havia de melhor em hortifrutigranjeiros, carnes e cereais, hoje praticamente virou estacionamento de motocicletas para entregadores.
Poucos comerciantes ainda resistem, mas sabem que se nada for feito, o espaço público deve se transformar em reduto de moradores de rua ou mesmo de usuários de drogas e criminosos.
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Sebastião Luciano Freitas de Paula, 57, é um dos que ainda resiste com sua pequena frutaria, instalada no mercado há 21 anos. Lembra que desde a década de 80 o espaço começou a decair e a situação só se agravou nos últimos anos. A precariedade afastou a clientela e, naturalmente, muitos comerciantes também se foram. Garante que a situação só não está pior porque os poucos que restam, de alguma forma, evitam que a situação fique ainda pior.
Lembra com tristeza que este não é o primeiro projeto apresentado pelo município para revitalizar o espaço. No ano 2000, todos permissionários que atuavam no Mercado se envolveram, opinaram e acreditavam que tudo iria mudar e melhorar. A proposta do centro comercial moderno que fazia parte do “Cuiabá 2000” nunca saiu do papel, depois de mais de 20 anos de espera.
Sebastião tem participado das reuniões para discussão da proposta que aponta para a construção do novo Mercado. Diz que o projeto futurista é bem ambicioso, mas estaria mais confiante se fosse mais simples e realista. Em sua opinião, o comércio só vai ser fomentado se o público voltar a frequentar o espaço. Para isso, é preciso investir em conforto e segurança, o que não oferece hoje.
Há mais de 30 anos no local, o comerciante Albino Norato de Jesus, 65, diz que sua situação é precária. Hoje, praticamente com as portas fechadas, se sente inseguro em relação ao movimento em sua pequena lanchonete, comércio que é sua única fonte de subsistência. Quer acreditar que com a revitalização, poderá viver de seu trabalho.
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