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CESÁRIO NETO 08.01.2021 | 07h35

Alunos e professores reclamam de '3 escolas em uma' na Capital

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João Vieira

João Vieira

Atualizada às 09h05 Comunidade escolar do Centro de Ensino de Jovens e Adultos (Ceja) Cesário Figueiredo Neto, localizado em Cuiabá, relata insegurança diante de medidas propostas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em relação ao aproveitamento do espaço físico da unidade de ensino.

 

Ao portal , a diretora da unidade, Maria Isabel Dranka, afirmou que, além da apreensão diante da mudança do modelo de Ceja para o de Escola Estadual de Desenvolvimento Integral de Educação Básica (Edieb), a comunidade também teme perder espaço com a chegada de outras entidades de ensino.

 

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Segundo a educadora, a Seduc informou que o prédio do Ceja passaria a abrigar outras duas unidades de ensino, a Escola Barão de Melgaço e o Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies). A medida, contudo, não foi discutida com alunos, pais e trabalhadores da educação e chegou à direção de forma unilateral.

 

Com a implantação de outras unidades no prédio do Ceja, o programa voltado para jovens e adultos seria comprometido, uma vez que o número de salas disponíveis para as turmas seria reduzido.

 

Números da unidade apontam que em 2020 o Ceja atendeu 888 alunos distribuídos entre os turnos matutino e noturno. Contudo, com a chegada das outras entidades de ensino, o período da manhã seria comprometido, uma vez que funcionaria paralelamente o Ceja, o Casies e a Escola Barão de Melgaço.

 

Outro ponto colocado em discussão pela diretora diz respeito ao fato de que o auditório da unidade estaria com a estrutura física comprometida desde que passou a servir como depósito de livros da Seduc. A nova função atribuída ao espaço ocorreu após prédio de arquivos da pasta pegar fogo e os materiais serem remanejados para o Cesário Figueiredo Neto. Inicialmente, a medida seria temporária, mas, segundo a professora, nenhuma mudança para retirada dos materiais foi tomada.

 

Além dos riscos com o "superaproveitamento" de espaço conduzido pela Seduc, a gestora também apontou inconsistências na matriz de ensino orientativa sobre a implantação da Edieb que foi encaminhada pela pasta. Para Maria Isabel, o documento não atende a realidade dos alunos da escola.

 

"Aqui é uma comunidade carente, eles precisam disso. Nossos alunos são trabalhadores. Temos, por exemplo, o menino que faz chapa, que trabalha com chapa à noite. Ele fica a manhã estudando e vai trabalhar à tarde no seu trabalho. É um lugar de inclusão, por isso EJA tem que funcionar de manhã e à noite", defendeu a professora.

 

Outro lado

A reportagem procurou a Seduc para tratar sobre a situação e recebeu a seguinte nota:

 

 

"A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) informa que as mudanças realizadas na Escola Estadual de Desenvolvimento Integral de Educação Básica (Edieb) Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto, antigo CEJA Cesário Neto, localizada no centro de Cuiabá, visa atender três Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) feitos com o Ministério Público do Estado em relação às escolas Nilo Póvoas, Barão de Melgaço e Santos Dumont. Elas ainda vão permitir a construção simultânea de duas novas unidades.

 

A Escola Estadual Barão de Melgaço vai deixar o prédio do antigo Nilo Póvoas para que esta última unidade seja reformada. O local vai receber um Centro de Referência de Formação e Atendimento de Alunos Especiais. Os alunos da Barão De Melgaço, que estavam no Nilo Póvoas, passam a ocupar as salas do Cesário Neto no período diurno.

 

Outro TAC é referente ao Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), que hoje ocupa um prédio alugado e com estrutura precária. A transferência dos alunos para o Cesário Neto visa melhorar o atendimento, além de representar uma economia anual de R$ 149.341,44.

 

Em relação à Escola Estadual Santos Dumont, a Seduc informa que o prédio será demolido este ano para a construção da nova sede com 16 salas de aula e demais dependências e quadra poliesportiva coberta. Neste período de construção os alunos serão atendidos na EE Barão de Melgaço, que foi para o Cesário Neto.

 

Mesmo com todas as alterações, é importante frisar que com as adequações que serão feitas na unidade, a escola terá 25 salas de aula e todas elas estarão disponíveis para os alunos do EJA no período noturno. O atendimento no antigo CEJA Antônio Cesário Neto é feito na forma de Carga Horária Etapa onde o aluno não tem o compromisso de ir os cinco dias da semana. Esta modalidade é bem flexível, permitindo ao aluno ir uma ou mais vezes por semestre. Além disso, haverá espaço de sala de aula para eventuais atendimentos aos alunos do EJA no período matutino.

 

As mudanças na escola Cesário Neto fazem parte do reordenamento da rede estadual de ensino e significa o melhor aproveitamento deste prédio.

 

A Seduc-MT informa ainda os livros que estão no auditório da Escola Estadual de Desenvolvimento Integral de Educação Básica (Edieb) Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto serão retirados ainda neste mês".

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Comentários

Secretaria Cesário Neto - 08/01/2021

A EEDIEB Almira no CPA recebeu os alunos do Fenelon e do Benedito, EEDIEB Cesario Neto pode muito  bem atender os alunos da Barão e do Santos Dumont sem perder a identidade dos alunos da EJA que já estudam no Cesario Neto.... assim como seduc disse que Barão vai receber santos Dumont, porque não o Cesario receber esses alunos? Tem mais escolas em Cuiabá que estão sendo "temporariamente fechadas para reforma" dentre elas Benedito de Carvalho, Mariana Luiza, Salim Feliciano e os alunos realocados para as outras escolas próximas, dessa forma o Cesario Neto também consegue muito bem atender esses alunos "temporariamente relocados" no período vespertino e ainda continuar o atendimento da EJA no matutino. E SEDUC não irá AMPLIAR a quantidade de salas  irá DESTRUIR 5 laboratórios do BRASILPRO extremamente equipados pra transformar em sala e receber o CASSIES que poderia muito bem ser alocado no predio do CEAADA que ja é responsável pelo atendimento aos alunos surdos em Cuiabá.

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