DEU EM A GAZETA 29.05.2026 | 06h59

pablo@gazetadigital.com.br
Reprodução
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, vê com preocupação a denúncia do prefeito Abilio Brunini (PL) sobre um suposto superfaturamento na aquisição de livros didáticos que pode chegar a R$ 80 milhões. As investigações serão estendidas para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), conforme o conselheiro, já que a pasta também adquiriu livro por quase mil reais. Além disso, segundo o presidente do TCE, há uma correlação muito forte na aquisição de livros didáticos.
“O Estado também adquiriu muitos livros, e isso não é nenhuma acusação aqui, não é nenhum apontamento, mas o Tribunal de Contas, através do relator das contas da Secretaria de Educação do Estado, já está fazendo algumas análises e eu vou colocar também dentro dessa análise a aquisição de todos os livros que foram adquiridos pela Secretaria de Estado de Educação’, disse Sérgio Ricardo ao lado do prefeito Abilio Brunini durante visita ao gestor da Capital. O chefe da Corte de Contas disse que chamou sua atenção os valores apresentados pelo prefeito e a forma que foram feitos os pagamentos. Ao denunciar o suposto superfaturamento, Abilio disse que foram adquiridos livros por R$ 800 a unidade.
“Os valores chegando a quase R$ 1 mil por um livro. Por isso que eu quero ver todos os livros, eu quero pegar aí alguns, 10, 20, 30 livros. Eu vou pegar esses livros, quero reunir os professores, quero que eles me digam, me mostrem o que eles entenderam desses livros, se eles utilizaram esses livros. Então, é uma situação bastante importante porque trata-se de recurso público e trata-se de educação de Cuiabá, de Educação de Mato Grosso”, completou.
Sérgio Ricardo ainda afirmou que a Prefeitura de Cuiabá já teria pago R$ 49 milhões em livros, sendo alguns de R$ 370 e que só não houve mais compras porque o prefeito Abilio interrompeu as aquisições. Ao solicitar também uma auditoria no Estado, Sérgio Ricardo coloca o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, mais uma vez pressionado, já que ele foi secretário adjunto do Estado entre 2019 e 2025, sendo indicado pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), hoje governador do Estado.
Na época, Amauri Monge chegou a sofrer denúncias do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) sobre aquisição de livros que teria o mesmo conteúdo dos que são fornecidos pelo governo federal. As investigações foram arquivadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Amauri é réu no Estado do Paraná também por aquisição de livros.
A denúncia de Abilio foi realizada na quarta-feira (27), após anunciar uma auditoria interna que teria identificado o pagamento de R$ 21 milhões em livros de baixa qualidade e que teria sido feito por IA (Inteligência Artificial), durante 2025 e 2026, quando o secretário municipal foi Amauri Monge.
Leia mais sobre Política de MT na edição de A Gazeta
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.