não resistiu aos maus-tratos 08.01.2026 | 18h58

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
O cão Pitbull resgatado de uma cova no último sábado (03), não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta quinta-feira (08) após passar 5 dias internado. Apelidado de Vivente, o animal morreu depois de ter duas paradas cardíacas. A principal suspeita da causa da morte é infecção generalizada, que já estava em ação no organismo do cão antes do resgate.
O cão tinha cerca de 6 anos e foi vítima de maus-tratos e abandono. No sábado, ele foi resgatado por uma equipe conjunta formada pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal após ser espancado e enterrado vivo por seus antigos tutores.
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Vivente esteve internado 5 dias em um clínica veterinária 24h, em atendimento custeado pela administração municipal. Quando resgatado, os planos eram de que ele seria castrado, vacinado, vermifugado e tinha uma casa o esperando para morar. Ou seja, mesmo com o quadro clínico delicado, existia esperança.
A principal suspeita para a causa do óbito é infecção generalizada, resultado de um processo infeccioso crônico instalado muito antes do resgate.
“Quando o organismo chega a esse nível de comprometimento, a descompensação é rápida e devastadora: rins deixam de funcionar adequadamente, o coração perde força e o sistema imunológico já não consegue reagir. O corpo passa a travar uma guerra interna que, muitas vezes, não é possível vencer”, pontuou a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens.
Somado a isso, Morgana, que também é médica veterinária, explica que o estresse extremo e o trauma de ter sido enterrado vivo provocam um impacto profundo em um animal já debilitado, acelerando o colapso do organismo.
“O que o matou não foi a ausência de cuidado após o resgate, mas o acúmulo de maus-tratos ao longo da vida” afirmou Morgana
Em janeiro, com o período de férias, mudanças de rotina os índices de animais em situação de rua e maus-tratos aumentam de forma significativa. Fica o aprendizado para que a história de Vivente não seja apenas dor e revolta, mas consciência e ação. Que cada pessoa olhe para o animal da rua, para o próprio animal, e entenda que uma vida importa, independentemente de raça, idade ou história.
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