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SAIBA COMO AJUDAr 24.06.2019 | 07h30

Com perna amputada, gari atropelado por procuradora tem benefício cortado

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Sete meses após o atropelamento do gari Darliney Silva Madaleno, a família atravessa grandes dificuldades para sobreviver e manter tratamento do trabalhador que teve a perna amputada no acidente causado pela procuradora aposentada Luiza Siqueira Farias.

 

Leia também - 'Meu medo é cair no esquecimento', diz esposa de gari que teve perna amputada

 

A situação que já era delicada se agravou ainda mais este mês, pois auxílio doença que o homem recebia foi cortado.

 

“Ele recebeu por 6 meses, mas agora tinha que ter retornado para nova perícia e ainda não foi feita. Conseguimos marcar para o fim do mês e estamos na expectativa, pois está muito difícil”, conta Rosilda de Souza, esposa de Darliney.

 

A mulher explica que o esposo não se adaptou às muletas e caminhar sozinho ainda é um sonho. O auxílio que a empresa Locar, para qual o homem trabalhava, é referente ao transporte para a fisioterapia realizada toda a semana.

 

Rosilda conta que o marido ganhou uma prótese e deve ser colocada na próxima semana. O acessório é a esperança para que o gari tenha mais autonomia nas atividades cotidianas, visto que ele depende da esposa.

 

A pensão do homem era a única fonte de renda da família, pois a mulher dedica o tempo a cuidar do marido. Sem o dinheiro, não há condições do casal pagar o aluguel e se alimentar.

 

Quem puder doar qualquer quantia que ajuda a família pode fazê-lo pela conta Caixa Econômica Federal, agência 1569, operação 013, conta poupança 29280-9, CPF 616.853.051-72, Rosilda de Souza Eckstein.

 

Esse mês houve audiência de conciliação entre a vítima e a procuradora, que mandou o advogado. Não houve sucesso em um acordo de indenização para a vítima.

 

Sem denúncia

 

Passado mais de sete meses desde o acidente, o Ministério Público Estadual (MPE) ainda não ofereceu denúncia contra a procuradora aposentada Luiza Siqueira de Farias.

 

Conforme informações da assessoria do MPE, a investigação do crime mudou de promotoria e em fevereiro foi pedido ao juiz da 10° Vara Criminal que o processo fosse remanejado de Vara, visto que o tipo de crime não deveria tramitar sob aquele juízo.

 

Em maio, o juiz João Bosco Soares da Silva, da 10° Vara, determinou que a ação fosse julgada em outra vara.

 

“Declino a competência em favor de um dos juízos criminais com competência para feitos gerais da Comarca de Cuiabá-MT. Remetendo-se os autos ao cartório distribuidor”, diz a decisão de 17 de maio.

 

Em 24 de maio o processo foi reconduzido para a 4° Vara Criminal de Cuiabá, na qual deve ser julgado.

 

O caso
A procuradora dirigia um Jeep Renegade e trafegava na avenida Getúlio Vargas quando esmagou Darniley entre seu carro e o caminhão de coleta de lixo. O caminhão estava parado na faixa esquerda, enquanto Luiza trafegava pela faixa central.


Com o impacto, Darliney perdeu uma das pernas. De acordo com informações da Polícia Civil, a procuradora estava alcoolizada. Na ocasião, ela chegou a ser presa. Em audiência de custódia, no entanto, o juiz Jeverson Luiz Quinteiro concedeu liberdade à procuradora sob fiança no valor de R$ 7,6 mil, correspondentes a 8 salários mínimos.

A defesa da procuradora contestou a versão de que ela estivesse embriagada no momento do acidente e alegou que ela ficou desorientada depois da forte colisão e atingiu um estado de síncope. 

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Comentários

Rosi silva - 30/06/2019

Com certeza se fosse uma pessoa comum que não tivesse status de promotora. A condução do caso seria outra. Os rigores da lei seria aplicado.

1 comentários

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