Abraços grátis 19.11.2019 | 07h39

mariel@gazetadigital.com.br
Com o tema “Resistência, Amor e Luta”, a Parada da Diversidade Sexual de Cuiabá, realizada no sábado (16), levou milhares de pessoas às ruas de Cuiabá. Porém, o vídeo de uma idosa abraçando e beijando a comunidade LGBTI+, filmado por uma integrante do
, viralizou nas redes sociais e, no Twitter, alcançou mais de 720 mil visualizações.
O
foi até a casa de dona Renil Mendes Garcia, 72, que mora desde 8 anos no mesmo local, no bairro Porto, na Capital. Ela contou que sempre gostou de sair na porta para ver as procissões, manifestações e passeatas.
O neto de dela, Yuri Garcia, foi o responsável pela chegada do vídeo à família. “De repente, o pessoal começou a me mandar o vídeo e falar que minha avó estava famosa. Meu pai postou e ela viu, mas nem deu moral. Acho que ela está dando atenção só agora que o pessoal foi falar com ela”.
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Após viralizar, Renil relata que recebeu muitas mensagens no WhatsApp de amigos falando sobre o vídeo e a parabenizando por ser uma boa pessoa. “Não é que eu sou uma pessoa boa... Eu erro e acerto. Mas a gente tem que acertar, né? Todos nós temos defeitos.” responde a senhora.
Ela não tinha conhecimento sobre a Parada da Diversidade Sexual de 2019, mas estava assistindo televisão quando ouviu um som alto e decidiu ver do que se tratava. “Eu fui lá na porta e comecei a mandar beijo, se aproximaram de mim e me abraçaram, aí eu comecei a dançar. Quando assusto, dizem que eu estou famosa.”
A história dela com a Parada não começou em 2019. Renil gosta muito de festa e quando mais nova costumava ir às Paradas. “A gente saía do Choppão, subia toda a Avenida Mato Grosso e lá tinha um palco esperando e eu lá no meio” conta. Em 2018, ela também viu o evento acontecer, mas só pela janela.
Sabendo que Renil sempre foi muito animada e amorosa, a família não se surpreendeu com a atitude gravada no vídeo. Inclusive, a incentivaram em ir para a avenida e dançar com os participantes da passeata.
Renil lembra que ela e o irmão, que era homossexual, foram criados com muito amor e que seus pais eram muito bondosos. O pai era caminhoneiro e sempre ajudava pessoas doentes a chegar às unidades de saúde, por isso a casa sempre estava cheia de gente. Seguindo o exemplo dos pais, eles cresceram amando e ajudando o próximo.
Sobre o preconceito, ela afirma que isso é atitude de gente incapaz de ser o que é. “Eu sou católica apostólica romana, não tenho preconceito. Cada um no seu quadrado, sempre com muito respeito.”
O assunto homossexualidade não parece ser um tabu para a senhora de 72 anos, que sempre conversou sobre tudo e que não tem papas na língua. “A minha família eu falo que é um zoológico, é cheio de bicharada. Não é só meu irmão não, vem lá de trás”.
Sobre os planos para a Parada de 2020, ela quer participar e aceita companhia. “Se eu estiver viva até lá, aí vocês vão ver, eu vou fazer pampeiro, vou até fantasiada.”
Conheça um pouco mais sobre a dona Renil
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