blocos e clubes 18.02.2023 | 17h30

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
O Carnaval de rua em Cuiabá, realizado no Centro Histórico, foi um grandioso espetáculo a céu aberto no século passado. Historiadores e pesquisadores afirmam que a maior festa popular do Brasil, atualmente, não tem mais a mesma proporção que antigamente. No entanto, blocos e foliões em geral que se preocupam em manter viva a celebração do Carnaval na capital mato-grossense ocupam a região durante as festividades.
Exemplares de jornais impressos do século passado, disponíveis para apreciação no Acervo Público, mostram grandes bailes no Grande Hotel de Mato Grosso e a ocupação de foliões na região centra.
Jejé de Oyá é uma das figuras mais marcantes do Carnaval cuiabano. Quebrou estigmas por confrontar a elite cuiabana entre os anos 50 e 80. Atualmente, uma premiação organizada pela Bemtivi Produção Cultural homenageia pessoas negras da baixada cuiabana.
A Secretaria de Cultura Esporte e Lazer, neste ano, programou a realização do Carnaval de rua em 3 pontos marcantes da capital, sendo eles: Praça da Mandioca, Praça 8 de Abril e Praça Ricardo Franco. Além disso, blocos independentes fazem o Carnaval em outros pontos também, como no largo da igreja Nossa Senhora da Boa Morte.
“Só da gente ficar na Boa Morte é emblemático. Não me recordo em Cuiabá nenhuma ocupação nesse sentido”, disse Leosan Sampaio do bloco Cena Livre da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Engajada com festas carnavalescas desde os 4 anos, a rainha do Carnaval em Cuiabá desde 2019, Izzy Lima, destaca que a folia não tem mais a mesma grandiosidade e falta incentivo público.
“Acho que está faltando mais investimento da cultura e o engajamento dos coordenadores e/ou líderes dos blocos. Falta dos dois lados. Mas espero que daqui para frente isso melhore e mude de figura”, comenta.
Centro histórico
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, O centro Histórico de Cuiabá é a região onde nasceram as primeiras ruas da cidade depois da descoberta de ouro nas proximidades do córrego Prainha, em 1721. O processo de tombamento da região começou em 1980 e foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1993.
No local há casarões antigos com moradores que tentam preservar as mesmas estruturas. Porém, nem todas estão na mesma situação. Outros casarões apresentam problemas e oferecem riscos de desabamento. A secretaria de Cultura afirma que a preservação das casas é de responsabilidade dos moradores que ainda resistem no local e não da pasta.
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