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Cuiabá, Quarta-feira 06/05/2026

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'lógico que estou arrependido' 06.05.2026 | 15h44

Feminicida culpa vítima ao admitir crime; 'ela me afastou da minha família'

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Após passar por depoimento na Delegacia de Estelionato, em Cuiabá, nesta quarta-feira (6), Jackson Pinto da Silva, 38, afirmou que matou a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, após conflitos familiares. Ele ainda passa por audiência de custódia nessa tarde, segundo apurado pelo . Ao mesmo tempo em que assume autoria do crime, ele afirma que está arrependido.

 

Em entrevista à imprensa, ele alegou que vinha sendo afastado da família e do próprio filho, o que teria motivado o crime. “Ninguém faz nada de uma hora para outra… vem de tempo. Ela proibiu eu ver meu filho, me afastou da minha família”, disse.

Segundo a Polícia Civil, vítima e autor mantinham um relacionamento há cerca de 11 anos, mas se separaram neste período e oficializaram a união em 2024. 
Questionado sobre o assassinato, Jackson confirmou que perdeu o controle. “Com o tempo, eu perdi a cabeça e fiz besteira.”

 

Leia também - 'Cavar na mão não dá'; áudio revela frieza de criminoso ao contratar serviço para abrir cova

 

Ao ser perguntado sobre o método utilizado, ele evitou detalhes, mas não negou a ação. Segundo a investigação, a vítima foi morta por asfixia com abraçadeiras plásticas.

 

Durante a entrevista, o suspeito também demonstrou arrependimento. “Lógico que eu estou arrependido. Lógico.”

 

Ele ainda pediu desculpas à família. “Sinto muito, gente.”

 

O caso ganhou grande repercussão após a descoberta de que o próprio autor teria contratado uma empresa para cavar o buraco onde enterrou o corpo da esposa, no quintal da residência.

 

Relembre 

De acordo com as investigações, Nilza foi assassinada na segunda-feira (4), por estrangulamento com abraçadeiras de nylon, conhecidas como “enforca-gato”. Após o crime, o suspeito tentou despistar as autoridades ao registrar o desaparecimento da vítima e alegar que estava sendo extorquido por supostos sequestradores.

 

A farsa, no entanto, foi desmontada durante o depoimento conduzido pela delegada Eliane Moraes. Ao identificar contradições no relato, pressionou o suspeito, que acabou confessando o feminicídio e indicando o local onde o corpo estava enterrado.

 

O caso segue em investigação.

 

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