MP PEDE R$ 1 MILHÃO para a mãe 11.02.2026 | 16h27

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Reprodução
O juiz Rafael Depra Panichella da 1ª Vara Criminal de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réu Rairo Andrey Borges Lemos. O homem é acusado de matar o filho Davi Lucca da Silva Lemos, 2, asfixiado, no dia 2 de janeiro deste ano, dentro da própria residência. O crime foi motivado pelo ciúme que o investigado nutria pela ex-companheira, já em um novo relacionamento.
Em sua decisão, o magistrado ainda manteve o acusado preso, assinalando que a decisão que decretou a prisão cautelar está fundamentada e considera todas as circunstâncias do crime de elevada gravidade. Isso porque o denunciado, além de genitor, era, no momento dos fatos, o responsável pela segurança do menor e vulnerável vitimado, que passava o fim de semana sob seus cuidados.
Além disso, consta da denúncia que o acusado teria matado o bebê em razão de não aceitação do término do seu relacionamento com a mãe da vítima.
Referente ao requerimento do Ministério Público para fixação de indenização mínima à mãe da vítima em R$ 1 milhão, em razão dos danos suportados, o magistrado postergou a análise para "momento oportuno", mantendo a prisão.
O caso
Conforme noticiou o
, a polícia foi acionada durante a noite do dia 2 de janeiro por vizinhos do suspeito. Uma testemunha contou que Rairo passou a noite com som alto e que, em determinado momento, eles ouviram um barulho das telhas do conjunto de quitinete. Vizinhos foram até o local, bateram a porta, mas sem sucesso. Por isso, decidiram arrombar a casa.
Quando entraram no local, encontraram Rairo amarrado por uma corda na vida, um bebê na cama e uma carta de despedida. Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que o bebê estava desacordado, sendo encaminhado para uma unidade de saúde. Rairo estava com sinais vitais e foi levado para a mesma unidade. No Hospital Regional, o pequeno Davi Lucca foi reanimado várias vezes, mas não resistiu e a morte foi decretada.
A mãe de Davi contou aos policiais que estava separada e que começou um relacionamento com o amigo do suspeito. Ao descobrir o fato, Rairo passou a mandar mensagens para a ex, demonstrando irritação com o fato. Sobre o filho, contou que Rairo entregaria a criança por volta das 19h de domingo. Populares que contaram para ela que o filho tinha dado entrada no hospital.
O réu chegou a deixar carta de despedida dizendo. "Não vou tá aqui pra ver você com outra pessoa, meu coração não aguenta. É isso, eu tinha muita coisa para falar, mas não tenho forças para nada”.
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