reclamações 08.10.2019 | 17h11

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Marcus Vaillant
Os cuiabanos podem se preparar para receber a conta de luz com valores mais altos. Os consumidores estão pagando, desde julho, R$ 1,50 a mais para cada 100 quilowatts-hora, referente à “bandeira vermelha”. Além disso, em abril, houve reajuste de 11,29% na tarifa.
O susto na conta se deve ao custo extra da bandeira vermelha, que é acionada em época de pouca chuva. As hidrelétricas ficam mais vazias, então a concessionária de energia elétrica de Mato Grosso passou a usar as usinas térmicas, que são mais caras.
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Entretanto, a bandeira vermelha é só um fator a mais na conta de luz. Outra condição que compromete para o aumento é o calor e a falta de umidade no estado. Dados da Energisa mostram que essa variação é histórica – nos últimos anos, as famílias mato-grossenses consumiram, em média, 19% mais energia por mês em setembro e outubro do que entre janeiro e agosto.
Somada a isso, está a forma como os eletrodomésticos consomem a energia elétrica nos dias mais quentes. Um ar-condicionado que estava ligado 6 horas nos outros meses, por exemplo, usará mais energia para deixar o ambiente fresco nos dias mais quentes mesmo que utilizado pelo mesmo período de tempo. Ou seja, mesmo que o hábito de consumo não mude, é possível que haja um aumento na conta de energia, por conta das altas temperaturas.
“Não podemos imaginar que nossos eletrodomésticos que precisam de climatização, como geladeira e ar-condicionado, estão trabalhando da mesma forma que nos dias com temperaturas mais amenas. Com as temperaturas altas, esses equipamentos trabalham muito mais, ou seja, gastando mais energia para manter o mesmo funcionamento que nos outros meses, sem falar nos inúmeros umidificadores de ar ligados em todos os ambientes”, explica o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Riberto José Barbanera.
Os impostos e tributos também pesam na hora de pagar a conta. A maior parte da fatura é a tarifa, que serve para cobrir os custos de geração, transmissão e distribuição de energia, e encargos para manter o setor elétrico. Esta tarifa sofre reajuste todo ano.
Veja o que é possível fazer nesse período para usar a energia de forma eficiente e econômica
Ar-condicionado
Os filtros devem ser lavados no mínimo uma vez por semana, bem como manutenções regulares. Portas e janelas devem estar sempre fechadas quando o ar estiver ligado.
Ventiladores
Quanto maior a pá, maior o consumo. Portanto, os ventiladores menores tendem a gastar menos. Outro ponto importante: o ventilador refresca porque movimenta o ar, mas ele não reduz a temperatura do ambiente. Por isso, só deve permanecer ligado quando alguém estiver usando. Deixar o ventilador ligado com antecedência para tentar refrescar um ambiente só serve para desperdiçar energia.
Geladeiras e freezers
Devem ficar, preferencialmente, o mais longe possível do fogão, fornos e outras fontes de calor. A borracha de vedação da porta precisa estar em boas condições, para o ar frio não escapar. As prateleiras devem ficar sem forros e é necessário evitar o abre e fecha. Avalie se o uso do freezer é realmente necessário neste período.
Iluminação
Quanto mais luz natural, melhor. Lâmpadas fluorescentes ou LED são as mais econômicas.
Aparelhos em stand-by
É mais econômico desligar aparelhos direto nos botões ou nas tomadas, e não apenas pelo controle remoto. Em geral, luzes indicativas acessas significam desperdício de energia. O mesmo vale para relógios que ficam piscando. Mas atenção! A geladeira deve ficar sempre ligada na tomada. O hábito de desligar a geladeira à noite pode provocar perda de alimentos e não gera economia de energia, pois o aparelho consome muito para recuperar as baixas temperaturas de manhã.
Ferro de passar roupa
Quanto mais roupa acumulada, melhor. Peças grandes, como lençóis e toalhas, podem ser esticadas por baixo das demais na hora de passar. Tente estender as roupas para secar de forma que não formem dobras. Ao retirar do varal, o ideal é dobrar peça por peça, para que não amassem. Com isso, o trabalho de passar será muito mais fácil, rápido e econômico.
Chuveiro
Priorize a posição “Verão”.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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João Batista de Lima - 08/10/2019
O Brasil é um país ensolarado, o governo tem que investir em energia solar, as pessoas não aguentam pagar altas contas de energia, o que as empresas fazem é somente passar os custos ao consumidor com essas tais bandeiras sempre com as mesmas alegações de falta de chuva, os empresários do ramo só querem lucro, chega dessa injustiça que praticam com a classe trabalhadora.
1 comentários