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delivery na pandemia 24.03.2020 | 14h28

Entregador relata exposição e cuidados com coronavírus

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Com a recomendação de isolamento social, para evitar a contaminação do coronavírus, que já deixou 34 vítimas no Brasil, o governador Mauro Mendes (DEM) decretou nesta segunda-feira (23) a proibição do funcionamento de bares e lojas de conveniências em todo o estado.


Estão permitidos apenas o funcionamento por delivery ou retirada no local. Neste panorama, os entregadores de aplicativos são os trabalhadores mais expostos durante esta epidemia.


Herlon Bezerra é motoboy há um ano. O aplicativo abre para entrega às 9h, mas ele começa o expediente às 11h e segue até às 22h. - mas tem entregadores que continuam até às 3h. Com as novas medidas, no entanto, ele afirma que a demanda ainda não cresceu de forma exorbitante, porém, outros pedidos estão sendo feitos além de lanches.

 

Leia também - Estado proíbe bares e conveniências; restaurantes só delivery


Entre eles, a demanda de compras em mercados foi a que mais cresceu. "Mercado está saindo bastante, tem dois mercados em Cuiabá no IFood, a Uber ainda não tem cadastrado. Os mercados que fazem entrega ficam Coxipó  e Despraiado também".


As compras devem ter apenas 15 itens, o que corresponde ao tamanho das bags que ficam nas costas dos motociclistas. Se passar disso, outro entregador tem que ser acionado.


O motoboy ainda afirma que os pedidos estão sendo feitos com menor espaço de tempo e seus colegas de trabalho estão na correria. "Hoje, nesse horário, já fiz 12 entregas. Estou sem almoçar até agora, só fui pra casa tomar banho e toquei direto", relata. Ele estava seguindo para mais uma entrega enquanto conversava com a reportagem do .


Por conta da exposição, ele conta que os aplicativos repassaram diretrizes sobre como devem ser feitas as entregas. Uma delas é o pedido "zero contato". Nesse caso, o pedido é feito online e deixado na porta do cliente. O entregador então se afasta por dois metros.


Além do distanciamento, alguns dos restaurantes cadastrados nos aplicativos disponibilizam álcool em gel 70% para os motoboys. Toda vez que vai buscar um pedido, o entregador precisa higienizar as mãos. As mochilas também precisam estar limpas.

 

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entregador coronavírus

 

Apesar de alguns clientes aceitarem as medidas tranquilamente, tem outros que não colaboram. Por exemplo, há consumidores que ainda querem que os motoboys subam no apartamento. Atualmente, esse tipo de entrega não pode mais ser feita e eles precisam descer na portaria.


"Estava lendo algumas medidas que o governador pôs, de um metro e meio do entregador e o consumidor. Mas que têm clientes que são chatos, tem cliente que não quer tirar o pedido da bag, não quer que a gente pegue. Tem cliente que não quer descer do apartamento, é muita falta de respeito que acontece com a gente", critica.

 

Outro entregador relatou uma situação com uma cliente. "Fui fazer uma entrega no Condominio Horizonte, em Várzea Grande, e não é que a cliente chamou minha atenção? Abri a bag e falei 'pode pegar aí dentro', e ela disse 'por que você não entrega na minha mão?'. Eu disse que não, o procedimento é que a gente não pode pegar na coleta. Pedimos pro cliente pegar e ela disse que a nossa obrigação era pegar e entregar na minha mão", relembra.


Por outro lado, o decreto do governador também acabou prejudicando a manutenção dos veículos dos entregadores. "Como vamos fazer agora, pra arrumarmos nossas motos? O governador deu o decreto para não fechar nada, vamos ficar no prejuízo, vai dar no mesmo", questiona Herlon.

 

Contudo, a situação das oficinas foi regularizada por um novo decreto do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), na terça-feira (24). Agora, oficinas e outros estabelecimentos podem seguir com o funcionamento.


Procedimentos
Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia e usar álcool 70% estão entre as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para todas as pessoas. Para quem trabalha como entregador, limpar o capacete é essencial, tanto por dentro quanto por fora.


Uma alternativa para minimizar o contato é a utilização de uma touca descartável entre a cabeça e o capacete, que deve ser renovada todos os dias, orientou a profissional. Limpar as partes da moto e da bicicleta que entram em contato com as mãos com álcool também é importante.

 

 

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