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orientação e acolhimento 30.01.2026 | 18h48

Espaço Raquel Cattani completa um ano na proteção de mulheres em situação de violência

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GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

O Espaço Raquel Cattani da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), localizado no térreo da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, completa um ano de funcionamento nesta sexta-feira (30). Ao longo deste período, ele se consolidou como um importante espaço para mulheres que buscam orientação, apoio e encaminhamento na rede de enfrentamento à violência de gênero.

 

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A deputada Janaina Riva (MDB), procuradora especial da mulher, destacou a importância da consolidação da estrutura de atendimento presencial. Segundo ela, a PEM tem como meta contribuir para criar mais espaços de atendimento e acolhimento junto aos Legislativos Municipais de Mato Grosso.

 

"Neste um ano também trabalhamos para que mais municípios tenham espaços de acolhimento como esses nas Câmaras Municipais e para que essa escuta seja descentralizada", afirmou a deputada.

 

Ao longo de 2025, o Espaço realizou 450 atendimentos jurídicos, beneficiando 155 mulheres; 31 atendimentos de assistência social; e 25 atendimentos psicológicos. Para a subprocuradora da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, o diferencial está no atendimento integral.

 

“O agressor tenta silenciar a mulher e retirar sua capacidade de decisão. Aqui, mostramos que ela pode acessar políticas públicas, programas de governo e reconstruir sua autonomia”, explicou Brustolin.

 

Os atendimentos ganham ainda mais relevância diante da realidade em Mato Grosso: em 2025, o estado registrou 53 feminicídios, segundo o Observatório Caliandra, vinculado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso. A subprocuradora destaca que, ao acolher a vítima, a Assembleia contribui para diminuir o risco de feminicídios, reduzindo o ciclo de violência.

 

Raquel Cattani

O espaço foi batizado em homenagem a Raquel Cattani, filha do deputado Gilberto Cattani (PL), que buscava sair de um relacionamento abusivo, mas foi assassinada pelo ex-marido, que não aceitava sua decisão. O crime ocorreu em julho de 2024. “O nome Raquel simboliza as mulheres vítimas de violência e a atuação da Assembleia Legislativa em rede para acolher, proteger e garantir justiça. A condenação recente do mandante e do assassino mostra que, com ação articulada do Estado, é possível responsabilizar agressores e oferecer suporte à família”, afirma Francielle Brustolin.

 

Atendimento

o Espaço Raquel Cattani oferece atendimento presencial de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 h, e também pode ser agendado pelos telefones (65) 98134‑1655 e (65) 3313‑6802.

 

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