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Desarticulação 13.10.2019 | 18h09

Facção movimentou mais de R$ 3 mi por mês na PCE antes de operação

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João Vieira

João Vieira

A Operação Elisson Douglas, na Penitenciária Central do Estado (PCE), desarticulou boa parte do trabalho do Comando Vermelho, pois os líderes estão na unidade e de lá davam ordens aos “filiados”. Com a ação realizada pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR) foram localizados 354 cadernos onde eram anotados detalhes de toda a ação do grupo, com uma estimativa de movimentação de R$ 3 milhões por mês.

 

Segundo o diretor da PCE, Agno Ramos, a operação atacou as finanças da facção, desestruturando boa parte das ações dela no estado. Isso porque, sem comunicação com o mundo externo, pois celulares foram apreendidos e os líderes isolados, os “cabeças” do Comando Vermelho não tinham condições de dar ordens para os que estão do lado de fora.

 

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“Eles são muito organizados, por isso combatemos a parte financeira. Isolamos os líderes, tiramos as tomadas das celas... Eles começaram a enviar celulares usando drones e agora estamos fechando com tela a área de banho de sol, o que vai dificultar ainda mais a entrada dos aparelhos. E para os visitantes temos scanner e raio-X para coibir a entrada de itens proibidos”, explica o diretor da PCE.

 

Christiano Antonucci-Secom-MT

Material apreendido na PCE

Material apreendido durante operação na PCE

Nos 354 cadernos, consta a contabilidade de todos os municípios de Mato Grosso. Porque quem tenta vender drogas no território do Comando Vermelho é punido. “Os chefes escolhem as regiões que querem coordenar. Lá eles têm os gerentes que realizam o trabalho. Os pagamentos eram recebidos até o dia 10 de cada mês e no dia 12 cada gerente tinha que prestar contas. 100% da droga vendida em Mato Grosso é comandada por eles”, confirma Ramos.

 

Além do mercado externo, o diretor afirma que dentro da penitenciária havia uma grande movimentação de dinheiro antes da operação. Agora é proibido aos presos ter dinheiro em espécie. “Era de R$ 500 mil a R$ 600 mil só de consumo interno. Seja com venda de drogas ou no mercado paralelo que eles tinham. Porque temos uma cantina na unidade, mas os líderes obrigavam os presos a comprarem desse mercado paralelo, com preços muito mais altos”.

 

Fora dos muros, os filiados realizam crimes que vão desde furtos e roubos até estelionato, especialmente usando as redes sociais e sites de venda. “Tinham registro de pessoas que ‘arrecadaram’ R$ 20 mil em uma noite. Apenas das vendas que rolavam dentro da PCE, os líderes recebiam uma quantia fixa por mês, em torno de R$ 20 mil, R$ 30 mil”, explica Ramos.

João Vieira

Penitenciaria Central do Estado / PCE / Agno Ramos / Diretor PCE / GIR

 

 

Para “quebrar” a ação do grupo criminoso, o diretor informa que além da mudança na estrutura das celas, foi realizada uma triagem para identificar os detentos que realmente fazem parte da facção. "Tivemos o caso de uma cela com 29 presos, em que só 9 eram da facção. Os outros 20 não foram obrigados a entrar, mas os 9 tinham regalias e ficavam nos melhores lugares. Na próxima fase da operação queremos que esse que não são ligados à facção possam trabalhar e aprender uma profissão”.

 

E mesmo com todas essas ações, Ramos reafirma que as revistas fazem parte da rotina, justamente para detectar novas tentativas e métodos de burlar a lei e esconder celulares. “Na última revista encontramos uma ‘gambiarra’ puxada de uma dos ventiladores e que foi escondida. Retiramos o material e mudamos o responsável para outro raio, para que ele não possa se comunicar com o raio que estava”.

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