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Deu em A Gazeta 17.09.2019 | 07h57

Furnas estuda possibilidade de abrir comportas de Manso

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Furnas avalia possibilidade de abrir comportas da usina de Manso a pedido da Águas Cuiabá e do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande. Solicitação foi feita em reunião na tarde desta segunda-feira (16) e surgiu diante do longo período de estiagem e baixa do nível dos rios Cuiabá e Coxipó. De acordo com a concessionária responsável pelo serviço de saneamento da Capital, este é mais um ponto do plano de ação elaborado para evitar o decreto de racionamento de água. Paralelo a isso, Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que Cuiabá registrou na tarde do último domingo (15), temperatura de 42,3ºC, a maior dos últimos 108 anos.

 

Diretor-geral da Águas Cuiabá, Luiz Fabbriani, explicou que diversos assuntos foram tratados na reunião, expondo as medidas já adotadas pela empresa no intuito de não deixar faltar água nos reservatórios dos cuiabanos. Segundo ele, o pedido de abertura das comportas da usina de Manso foi feito de maneira preventiva, já que é uma possibilidade que requer estudo prévio. “É uma prospecção do futuro, saída a qual devemos recorrer caso não chova por mais um mês”.

 

Fabbriani informou que diante do pedido realizado pela concessionária e pelo DAE, Furnas, que é a responsável pela administração de 23 usinas no país, sendo uma delas a de Manso, informou que analisaria a possibilidade de atender o pedido, caso necessário.

 

De acordo com a Prefeitura de Várzea Grande o pedido junto à Furnas foi realizado em conjunto com Cuiabá pois, além das duas cidades, outras 12 que compõem o Vale do Rio Cuiabá seriam prejudicadas. “Existe um estudo do Inmet no qual consta que a seca pode se prolongar até a 2ª quinzena de outubro. Ou seja, antes de novembro não choveria na região metropolitana. Isso representa uma enorme preocupação”, diz o secretário de Comunicação da Cidade Industrial, Marcos Lemos.

 

Segundo ele, apesar de ser uma medida preventiva, os representantes pelo abastecimento dos dois municípios saíram da reunião sem um parecer concreto. Isso porque, a abertura das comportas da usina de Manso não depende de uma decisão exclusiva da Furnas, mas também de diversos órgãos a nível federal.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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