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vídeo relembra 01.08.2019 | 19h40

Guarda de bebê indígena enterrada viva é concedida ao pai

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Reprodução

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A guarda provisória da bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai foi concedida ao pai, Kayani Trumai Aweti, após decisão judicial. Com um ano e quatro meses, Analu estava sob tutela da Fundação Nacional do Índio (Funai) e acolhida na Casa da Criança e do Adolescente Hygino Penasso, em Canarana (823 km de Cuiabá).


O processo, que julga o caso da menina, segue na 1º Vara de Canarana, sob responsabilidade do juiz Darwin de Souza Pontes, em segredo de Justiça. Em setembro do ano passado, a Justiça solicitou um exame de DNA para comprovar a paternidade da criança.


No último dia 28 de fevereiro, o Ministério Público Estadual se manifestou pela guarda a favor do pai da criança, Kayani Trumai Aweti, de outra etnia. Porém, havia também o interesse da mãe, que é adolescente e também de uma tia de Analu.
Após o resultado positivo do exame de DNA, Kayani também foi submetido a estudos psicossociais e antropológicos, para avaliar se ele tinha condições de receber a menina.

 

Leia também - Decisão sobre guarda de bebê indígena enterrada é prevista para o mês de maio

 

Relembre o caso

A criança foi resgatada por policiais militares no município de Canarana (823 Km a leste de Cuiabá) após denúncia anônima, informando que uma indígena de 15 anos tinha dado à luz um bebê que havia sido enterrado ao lado da residência onde mora a família. A criança foi colocada na vala por volta de 14h e resgatada às 21h.


Vídeo gravado no momento do resgate mostra a menina sendo retirada de um buraco escavado pelos militares.
Investigações da Polícia Civil logo apontaram que a bisavó da recém-nascida, Kutsamin Kamayurá, 57, e a avó Topoalu Kamayura, 33, premeditaram o infanticídio. A motivação seria porque não aceitavam que a adolescente fosse mãe solteira. Em depoimento, ambas confirmaram que haviam tentado que a adolescente abortasse a criança.


Topoalu e Kutsamin foram presas pelo crime e atualmente respondem por tentativa de homicídio. Em liberdade, atualmente a avó e bisavó, respectivamente, não usam mais a tornozeleira, determinado à época por um período de 6 meses.

 

Veja vídeo do momento do resgate

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