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DEU EM A GAZETA 06.05.2024 | 08h16

Hospital adquirido pelo Estado há 20 anos segue inutilizado

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

 

Vinte anos após o governo do Estado adquirir o antigo Hospital São Thomé, no bairro Consil, em Cuiabá, com a promessa de dar utilidade e continuidade aos serviços de saúde na unidade, o local abandonado por anos segue inutilizado. Agora, o espaço com mais de 3,5 mil metros quadrados, que ao longo dos anos teve diversas oportunidades para se tornar um hospital referência, está em obras e deve abrigar a nova sede do MT Hemocentro e do Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades (Cermac).

 

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Os serviços, que tinham prazo inicial de conclusão para dezembro de 2022, seguem a passos lentos e atingiram pouco mais de 35% até o momento. Mas, apesar da lentidão, já transformaram o cenário que até pouco tempo seguia tomado por mato e era ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.

 

Nesses 20 anos, a unidade já teve pelo menos cinco promessas de inauguração, uma delas para 2022, prorrogada para este ano, mas a Secretaria de Estado de Saúde (SES -MT) já confirmou que a entrega deve ocorrer apenas em 2025.

 

O São Thomé foi fechado em outubro de 2004, após falir e, no mesmo ano, foi adquirido pelo Estado pelo valor de R$ 1,9 milhão, com a promessa de que seria o primeiro Hospital de Doenças Tropicais da região Centro-Oeste, o que nunca aconteceu.

 

Chegaram a ser anunciadas as obras de readequação com promessa de funcionamento em 90 dias. Na época, o hospital foi adquirido com diversos equipamentos como raio-X, ultrassom, aparelhos de ar condicionado e, ainda, no primeiro semestre de 2005 funcionaria com atendimento especializado em doenças como malária, leishmaniose, hanseníase, tuberculose e febre amarela. Hoje esse título pertence ao Hospital Universitário Júlio Müller.

 

Ao longo destas duas décadas, o hospital nunca passou por reformas. Em 2007, teve parte da estrutura já precária subutilizada pela central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda na época, chegou a ser cogitado o funcionamento como hospital geral ou abrigar o Centro de Habilitação Dom Aquino Corrêa.

 

Já em 2017, o governo da época anunciou parceria filantrópica com grupo Hikmat Shriners e o antigo hospital seria transformado em uma Clínica Shriners, a primeira da América Latina. O espaço seria cedido pelo governo ao grupo ligado à Ordem Maçônica e ofereceria atendimento na área da ortopedia infantil, o que também não se concretizou.

 

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