VEJA COMO AJUDAR 04.11.2026 | 09h51
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Divulgação
A diarista Cleiciane Leoratto enfrenta uma luta diária para garantir o tratamento e um futuro melhor para a filha, Rebeca Vitória Leoratto Costa, de 8 anos. Moradora do bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá, ela lançou uma vaquinha para custear terapias, consultas e exames da menina, que tem transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual e perdeu a visão do olho esquerdo após desenvolver um quadro de saúde ainda sem diagnóstico definitivo.
Até o momento, a campanha arrecadou apenas R$ 280, quantia muito abaixo do necessário para cobrir as despesas médicas e dar continuidade à investigação do caso.
Rebeca tem hipotrofia do olho esquerdo associada à ambliopia. Segundo a mãe, os nervos responsáveis pela visão no olho foram totalmente comprometidos. A menina já passou por seis cirurgias, mas os médicos informaram que não há possibilidade de recuperar a visão desse lado. Agora, a maior preocupação é preservar o olho direito, que também corre risco de ser afetado.
A investigação médica apontou outros sinais preocupantes. Uma ressonância magnética identificou uma mancha no cérebro e alterações na circulação sanguínea. Já um exame genético revelou alterações associadas ao autismo e a uma possível síndrome rara, que ainda está sendo investigada.
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Tratamento e dificuldades
Além dos problemas de visão, Rebeca precisa de acompanhamento multidisciplinar contínuo. A menina apresenta dificuldades de comunicação e memorização, não tem noção de tempo e espaço e ainda não consegue ler ou escrever. Também depende de outras pessoas para realizar atividades básicas do cotidiano.
O tratamento recomendado inclui acompanhamento com psicóloga, psicopedagoga, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta motora.
Enquanto aguarda atendimento pela rede pública de saúde, a família precisa arcar com as despesas particulares. Os valores, porém, estão muito acima das condições financeiras da mãe. Somente o acompanhamento psicopedagógico custa R$ 4 mil por mês. Já cada consulta com a neurologista sai por R$ 1,2 mil.
Cleiciane já levou a filha três vezes a Goiânia (GO) em busca de respostas, mas ainda não conseguiu descobrir a origem do problema nem o que representa a alteração encontrada no cérebro.
Por orientação médica, Rebeca precisa passar por uma avaliação com um neurocirurgião pediátrico na capital goiana. A consulta, no entanto, ainda não foi agendada por falta de dinheiro.
A mãe conta que a dificuldade para conseguir ajuda também aumenta diante da desconfiança de algumas pessoas em relação à campanha. Mesmo assim, ela não desiste de buscar condições para que a filha tenha acesso ao tratamento.
"Às vezes eu me sinto impotente. Eu peço desculpas para minha filha. Falo: 'Filha, desculpa por sua mãe não conseguir pagar uma terapia, levar você onde precisa ser levada'. É doloroso para uma mãe", desabafa.
Cleiciane afirma que a vaquinha representa a esperança de proporcionar à menina mais qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento.
"Essa vaquinha vai dar um passo importante para minha filha, para ela ter evolução. Sou uma mãe que luta para que sua filha tenha um futuro melhor. Hoje estou aqui, mas amanhã, quem vai estar com ela?", questiona.
Como ajudar
Quem puder contribuir com qualquer quantia pode fazer uma doação pelo Pix: 03525231156 (Cleiciane Leoratto)
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