ALÉM DO BAIXO EFETIVO 28.04.2026 | 11h02

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João Vieira
Relatório do Ministério da Saúde apontou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está operando com irregularidades em Mato Grosso. Uma delas é a Central de Regulação, que funciona dentro do Ciosp. Segundo o ministério, o local está incompatível com a natureza assistencial do serviço e com os sigilos das informações clínicas.
Apresentado nesta terça-feira (28), durante a reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o documento pontua duas visitas, sendo a primeira no dia 23. É citado que os profissionais são subordinados e coordenados pelo Corpo de Bombeiros.
As chamadas, via 192 e 193, não são filtradas, já que não passam por um sistema integrado. Por isso, muitas vezes, há duplicidade de ocorrência e o envio de equipes para atender o mesmo caso.
Foi destacado ainda que “as condições de repouso são inadequadas: espaços insuficientes, ambiente desorganizado, presença de infiltração e mofo, além da falta de manutenção; apenas profissionais fixos do Ciosp dispõem de armários para pertences; profissionais do Samu não possuem essa estrutura”, diz trecho do documento.
Foi apontado ainda que, das 10 unidades habilitadas pelo Ministério da Saúde, apenas 6 estavam em funcionamento. Algumas não atendem 24 horas devido à falta de profissionais.
“As motos do Samu estão inoperantes desde o dia 20 de março, também por falta de profissionais, gerando prejuízo ao atendimento à população”. No dia 24, a equipe visitou das bases do Samu.
Em suma, foi apontado que as bases apresentam bom estado de conservação e estrutura adequada para guarda de veículos, abrigo dos trabalhadores e higienização das viaturas.
Porém, foi apontado o sucateamento dos veículos no pátio da base do Coophema. A coordenação chegou a afirmar que aguardava um posicionamento do Ministério da Saúde para se desfazer dos veículos, mas não foi apresentado o número do processo.
“Sem surpresas”
Para Carlos Mesquita, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma-MT), não há surpresas na apresentação do relatório e dos pontos apontados. “Houve uma confirmação de todos os relatos já ouvidos sobre a má gestão e desmonte do Samu em Mato Grosso”.
Agora, segundo ele, o sindicato vai acompanhar de perto o que o Governo vai fazer para readequar o serviço com base no documento. “Cobrar o que é determinado por portarias e leis”.
Enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, lembrou que em 10 de setembro de 2025, o Conselho Estadual de Saúde determinou o cancelamento do termo de cooperação técnica entre o Samu e o Corpo de Bombeiros e que isso é citado no relatório.
“Para nós é uma vitória. Estamos aqui para fazer valer o funcionamento do Samu 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse. Patrícia destaca que o trabalho dos bombeiros é importante e fundamenta, mas na área da segurança.
“O que lutamos aqui é para garantir o direito dos trabalhadores da Saúde, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde, de manterem seus vínculos, gestões e hierarquia com a saúde, não com a segurança”.
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