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Tortura e insalubridade 20.09.2019 | 07h18

Mulheres de presos usam camisetas personalizadas em protesto

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Gizele Tavares - Especial para o GD

redacao@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Cerca de 300 mulheres entres elas mães, filhas e esposas de reeducandos da Penitenciária Central do Estado (PCE) foram para frente do Fórum da Cuiabá na tarde de quinta-feira (19). A maioria delas usavam camisetas personalizadas na manifestação. 

 

Segundo elas, os presos são maltratados dentro da penitenciária. A decisão de fechar a frente do Fórum foi tomada com intuito de chamar a atenção do juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidelis, pois o mesmo faz parte do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF), que é realizado dentro das cadeias públicas no Estado. 

 

O objetivo da manifestação foi reivindicar que providências sejam tomadas em relação à forma como os presos estão sendo tratados durante a operação Elison Douglas que se estende há mais de 30 dias.

 

Leia também - Mulheres de presos protestam em frente ao Fórum de Cuiabá; veja vídeos

 

 

As mulheres clamam para que o juiz e os direitos humanos vejam a real situação que os presos estão passando durante a operação.

 

“Foi falado pelo juiz que seria implatado um climatizador. Ele afirmou que até verba já tinha. Mas na última visita nós presenciamos que os apenados estão vivendo de forma desumana, sem ventilação no ambiente fechado, muitos deles estão com hematomas, além de relatos que está sendo usado contra eles um spray muito forte, isso é tortura. E agora recente teve o caso do preso torturado isso está acontecendo lá dentro, o que não dá para aceitar é os agentes penitenciários afirmarem que outro preso que fez aquilo, sendo que todos os materiais foram retirados das celas”, desabafou uma das manifestantes que não quis se identificar.

 

Entre os questionamentos está também as restrições dos alimentos e materiais durante as revistas. Elas afirmam que durante a última vista houve barragem nos produtos de higienes e entraram apenas dois quilos de comida e mais nada. Ainda relatam que têm presos lá dentro sem escovar os dentes e outros escovando com a mão. 

 

Durante a operação foi retirada às remissões que eram realizadas pelos presos como forma de trabalho para abater na sentença. Elas também exigem uma resposta em relação a essa situação. “Agora eles estão lá dentro sem trabalho e apanhando me diz como eles vão se ressocializar?”, indagou uma das mulheres.  

 

A manifestação durou cerca de 4h30 e durante o protesto nenhum carro passava pela avenida desembargador Milton Figueiredo Ferreira, na frente do Fórum de Cuiabá, que reforçou a segurança.

 

As mulheres usavam camisetas personalizadas com a letra de um hino "Está sofrendo, mas também tá aprendendo né. Está machucando, mas também está te ensinado então. Toda promessa tem um tempo de espera, mas Deus já decretou vitória nessa guerra. Unidas venceremos". 

 

Outro lado

O governo se manifestou sobre as denúncias por meio de nota. Confira a reposta na íntegra.

 

"A Secretaria de Estado de Segurança Pública esclarece que todas as ações realizadas dentro da Operação de Limpeza e Reorganização deflagrada em agosto na Penitenciária Central do Estado são pautadas em critérios técnicos e operacionais, embasados em legislações. A secretaria reitera ainda os reflexos positivos internos e externos, entre eles a redução de índices criminais como homicídios, roubos e furtos, obtidos nos primeiros 30 dias de atividades na maior unidade prisional do estado.

 

A secretaria iniciou nesta semana a segunda fase da operação, que visa ao aprimoramento de procedimentos internos e mudanças como dias de visitas, volume de alimentos levado por visitantes e circulação de dinheiro, além é claro, das melhorias que estão sendo finalizadas, todas de acordo o que está previsto em lei.

 

A reorganização e reforma das celas permitiu um ambiente mais limpo e salubre e, ainda, a ampliação de mais 137 leitos na carceragem. A retirada das ligações internas de energia das celas foi realizada visando a segurança e ventiladores foram instalados nos corredores dos raios".

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