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Reconhecido pela ONU 28.10.2019 | 07h01

Mulheres xavante resgatam cultura através da alimentação tradicional

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Funai/Mário Vilela

Funai/Mário Vilela

Batatas mudaram a vida dos xavantes que moram na Terra Indígena Pimentel Barbosa, entre os municípios de Canarana (823 km a leste de Cuiabá) e Ribeirão Cascalheira (900 km a leste). Desde 2010 as mulheres dessa reserva colocaram a mão na massa para resgatar as tradições através da alimentação e das batatas nativas da região.

 

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou o projeto Abahi Tebrezê, que mudou a vida dessa comunidade indígena mato-grossense.

 

As primeiras ideias de se resgatar a cultura xavante vieram em 2004, com o projeto Dasa Uptabi, que teve apoio da Sociedade de Proteção e Utilização do Meio Ambiente, em um intercâmbio cultural entre as anciãs e as jovens, que juntas identificaram 20 espécies de batas silvestres que tradicionalmente faziam parte da alimentação do povo.

 

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Para retomar a alimentação tradicional, foi necessário trabalho duro e à frente do trabalho estavam as mulheres. São elas que vão para o mato em busca de batatas nativas, para fazer um processo de "domesticação" dos tubérculos, para que eles sejam cultivados próximos às aldeias.

Funai/Mário Vilela

Indígenas Xavante

 

Na caçada pelas batatas, "sempre precisará de uma garrafa com pó de bofo dentro", diz trecho do relato do projeto feito pelas participantes. Esse pó é utilizado por dentro da roupa para afastar e matar carrapatos. "Assim que as mulheres encontram um outro tipo de batata, chamam as outras - para ver o local, tipo do solo, habitat e como é a aparência da batata".

 

Desde 2010, quando o projeto foi oficialmente instalado na comunidade, a mulheres já produziram mudas de batatas de espécies como a Ubdi, a Mo'oni, Patede, Parabubu, Uzapodo, entre outras. E a partir dos tubérculos, elas criaram um projeto ainda maior, com a realização de oficinas de artesanato e intercâmbio com outros povos, trabalho que foi reconhecido pela FAO como inspirador para povos indígenas de todo o mundo. (Com informações da Organização das Nações Unidas)

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