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DEU EM A GAZETA 19.03.2026 | 06h44

Obras paralisadas há mais de 5 meses envolvem R$ 11 mi

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Mais de R$ 11 milhões em obras de pavimentação seguem parados em Cuiabá, enquanto moradores continuam convivendo com ruas de terra, poeira intensa no período de seca e lama durante as chuvas. As intervenções atingem bairros como Residencial Coxipó 2ª etapa, Jockey Club e Jardim Gramado, onde a promessa de asfalto, drenagem e melhoria da mobilidade urbana ainda não saiu do papel.

 

Lançadas dentro do programa de melhoria da infraestrutura urbana, as obras acumulam atrasos e estão sem avanço há pelo menos cinco meses. Em alguns pontos, os serviços chegaram a ser retomados no ano passado, mas voltaram a ser interrompidos antes mesmo de apresentar progresso significativo.

 

No Residencial Coxipó 2ª etapa, um dos casos mais emblemáticos, o contrato foi iniciado há cerca de três anos sem que a pavimentação tenha sido concluída. A obra concentra um dos maiores volumes de recursos, R$ 4,2 milhões, mas, segundo moradores, os serviços começaram em meados de 2023 e avançaram pouco desde então. Em fevereiro do ano passado, a Prefeitura de Cuiabá anunciou a retomada das obras no bairro, com a promessa de beneficiar cerca de 1.500 famílias.

 

O projeto previa quatro quilômetros de pavimentação em 11 ruas (bairros 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 16 e 21). Na época, os trabalhos estavam concentrados na drenagem de águas pluviais, com instalação de manilhas para preparar o solo para o asfalto. Hoje, o que resta no local é apenas a placa da obra e algumas manilhas abandonadas. Moradora da região há mais de 30 anos, Maria Aparecida Eugênio, de 72 anos, afirma que já não acredita mais que o asfalto vá chegar à porta de casa.

 

“Isso aqui virou promessa que nunca acaba. Começa obra, para, muda empresa, e a gente continua do mesmo jeito. Quando seca é poeira dentro de casa, quando chove é lama. Quem sofre é quem mora aqui todo dia”, desabafa.

 

O morador Antônio Epaminondas, 57, conta que procurou a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura em busca de informações sobre a paralisação. Segundo ele, recebeu a resposta de que a empresa responsável chegou a iniciar os serviços e até executou parte da pavimentação, mas os trabalhos foram interrompidos por falta de pagamento.

 

“Disseram que o município está devendo para a empresa e não tem dinheiro para pagar. Também falaram que não havia nenhuma previsão de retomada e que seria preciso esperar recursos do governo Federal”, afirma.

 

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