deu na gazeta 08.02.2023 | 14h12

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Elza Fiúza/ABr
Com o início do ano letivo em Cuiabá e Várzea Grande, pedidos de desmame feitos pelas Creches Municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) pegaram de surpresa e causaram revolta entre mães, em especial aquelas que precisam deixar os filhos menores de um ano. Nesta semana, algumas unidades chegaram a distribuir, por escrito, um comunicado onde pedem que seja feito o desmame para o desenvolvimento das atividades conforme a rotina do local.
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O pedido, que segundo as mães tem sido uma prática comum nas unidades, é considerado absurdo não só por elas, mas também por profissionais, já que vai contra as orientações de órgãos máximos da saúde. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que crianças se alimentem exclusivamente de leite materno até os 6 meses de vida e continuem sendo amamentadas até os dois anos ou mais.
"Queria ir amamentar ele no almoço, mas não pude. Me senti de mãos atadas por não poder fazer nada a respeito. Triste demais", afirma Juliana Akemy, 32. Ela é mãe de Benício Naoki, de 10 meses, que frequenta o Centro Educacional Infantil Cuiabano (Ceic) Santa Clara, no bairro Jardim Leblon.
Juliana conta que além de não poder ir ao local como planejava, para ofertar o peito, foi orientada pela direção da unidade de que não poderia mandar o leite congelado, porque não há local para armazenar. A notícia abalou Juliana, já que Benício mama em livre demanda e não toma fórmula e nem leite de vaca. A mãe relata que precisou pegar um laudo com a pediatra para levar até a unidade, pois a escola oferece suco e leite de vaca. Peguei um laudo proibindo oferecer esses itens a ele, pois eu não ofereço nada disso, só água e leite materno.
Segundo a mãe, para que o filho sofra menos ele vai no peito, mamando, até a entrada da unidade. Às 16h30, horário que já é permitida a saída, ela está esperando Benício que já vai direto para o peito. "Ele é muito bebê e precisa de todo aconchego que a amamentação tem a oferecer. Não é só alimento, é colo, é acalmar ele por estar longe o dia todo", diz.
A situação também causou revolta a outra mãe, que não quis se identificar, mas afirma que vai abrir uma reclamação nas Secretarias de Educação e de Saúde e também na ouvidoria do Ministério da Educação. "Isso não existe. Não podem determinar quando vamos parar de ofertar o leite para nossos filhos, independente da idade, mas principalmente para os que têm menos de 6 meses como é o meu caso".
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Loziane Martins de Magalhães - 08/02/2023
A orientação da Secretaria de Educação é organizar os horários das mamadas do bebê junto com a mãe, caso ela não consiga ir nos horários das mamadas a orientação é para que a mãe traga o leite materno congelado para dar ao bebê nos horários das mamadas. A Secretária ainda disponibilizou uma profissional do setor da alimentação para orientar os Pais e os Servidores que irão fazer o atendimento com este bebê , no sentido de como armazenar e administrar o leite para o bebê, este procedimento aconteceu na Creche Espaço Livre em Cuiabá. Loziane Martins
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