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SEM PONTO DE VENDA 31.10.2020 | 11h51

Passageira relata expulsão de ônibus por causa de recarga

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João Vieira

João Vieira

Quem depende do transporte coletivo para se locomover pela cidade enfrenta dificuldade para recarregar o cartão e utilizar os ônibus em Cuiabá. Uma passageira denunciou que foi expulsa do veículo por não ter saldo para pagar a passagem, mesmo com dinheiro em mãos para efetuar a recarga.


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A reclamação foi feita pela mulher em um grupo em rede social, na sexta-feira (30). Ela narra que pegou o ônibus da linha 301, que percorre JardimVitória/Centro, no bairro Novo Paraíso. A certa altura do caminho, o motorista percebeu que ela e outras duas mulheres não tinham passado a roleta e perguntou se o grupo tinha passagem, ao que elas responderam negativamente, mas que iriam comprar os bilhetes assim que encontrassem um promotor de vendas. Só havia promotor em frente ao Shopping Pantanal, na avenida Historiador Rubens de Mendonça.


“Ele mandou nós descermos do ônibus como se fossemos vagabundos. Ele nos expulsou do ônibus. Aconteceu que ele parou o ônibus e mandou nós descer do ônibus em frente ao comando de polícia (sic)”, narrou a passageira.

 

Reprodução

passagem de onibus

 

Ela conta que questionou o motivo pelo qual ele estava as mandando saírem e o motorista disse que era lei. A mulher conta que em outra oportunidade contou com a solidariedade de outra passageira. A usuária do transporte passou o cartão na catraca e a reclamante pagou para ela o valor da passagem. Só assim poderia chegar ao seu destino.


“Não queria nem deixar carregar o cartão transporte em frente ao Shopping Pantanal, pois é o único lugar que tem alguém para carregar o cartão. Passei na frente do Hospital do Câncer não tem ninguém que carregue o cartão”, relata.


A lei que se refere é o Decreto 7.975 de 2 de julho de 2020, que estabelece : “fica determinado que o embarque pelos passageiros nos ônibus do transporte coletivo municipal somente será permitido quando estes portarem o cartão para pagamento da tarifa com saldo suficiente, sendo que a recarga do mesmo deverá ocorrer de forma prévia ao embarque”.


A medida considera que por causa da falta de saldo, os passageiros ficam aglomerados próximo ao motorista, favorecendo a transmissão do novo coronavírus. A decisão seria uma forma de prevenir o contágio.


Apesar da medida, após a catraca o amontoado de passageiros que pagam R$ 4,1 para utilizar o transporte prevalece e as reclamações são constantes.


Abaixo do relato da passageira, centenas de pessoas também comentaram. Alguns concordando com a indignação e outras reclamando por conta da espera até que os passageiros façam a recarga. Nenhuma cita o fator pandemia.


“Mas aí vem a pergunta: o que adianta fazer esse pampeiro todo pra não ficar ali na frente em aglomeração, se lá no fundo é um subindo na cabeça dos outros ?”, indaga outra internauta.


Outro lado
A Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU) foi procurada e encaminhou a seguinte nota:


O Decreto Municipal 7975 de julho deste ano proibiu a entrada de passageiros com o cartão transporte sem créditos. A medida visa combater a contaminação do coronavírus já que neste caso os passageiros ficam aglomerados na entrada do ônibus podendo contaminar o motorista e demais usuários. A recarga do cartão pode ser feita na rede de pontos de recarga espalhadas por toda a cidade, por aplicativos, Banco do Brasil e no site da MTU. Para saber de todos os pontos de recarga basta entrar no site da MYU: www.amtu.com.br

 

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Comentários

jucá - 31/10/2020

O pobre sacaneando o pobre. Um barco furado e duas tribos, ao invés de uma remar e outra tirar água a duas ficam digladiando-se.

1 comentários

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