30% DE VOLTA 01.04.2026 | 17h10

redacao@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/ GD
O senador Jayme Campos (União) cobrou que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tome providências para investigar a declaração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O chefe do Executivo disse que políticos do Estado cobrariam devolução de 30% de valores repassados aos municípios e usariam da sua influência política para inviabilizar obras em vias públicas. A cobrança foi feita em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (1º).
Em evento do Republicanos, na última quinta-feira (26), o então vice-governador afirmou aos prefeitos presentes que eles não queriam governantes que pedem 30% dos recursos enviados de volta. Pivetta não citou nomes. Em conversa com os jornalistas, Jayme cobrou que Pivetta aponte quais são as pessoas de quem ele falava e disse que o governador está prevaricando. Prevaricar ocorre quando o agente público toma conhecimento de uma irregularidade e não faz nada para impedir, ou seja, é omisso.
“Prevaricação, no duro. Notícia de fato do Ministério Público, que tem a obrigação de apurar. Obrigação de apurar. Caso contrário, o Ministério Público está perdendo aquilo que está estabelecido na Constituição Federal, que o Ministério Público nada mais é do que fiscal da Constituição cidadã”, afirmou Jayme.
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“Tem que ser apurado quem é esse cidadão que recebe 30%. É inadmissível isso acontecer. Falar por falar, acusar por acusar, eu imagino que não é uma prática saudável em um regime democrático. Muito pelo contrário, quando você fala, você tem que provar”, acrescentou.
Jayme voltou a dizer que a “carapuça não serviu” e pontuou sua trajetória de mais de 40 anos na política mato-grossense e que nunca esteve envolvido em esquemas de corrupção, que cumpre o sexto mandato em cargo público sem nunca ter sido derrotado em uma eleição.
“Se você achar um prefeito ou qualquer cidadão que deu uma xícara de café ou uma rapadura para Jayme Campos, eu renuncio o meu mandato”, declarou na sequência.
“Agora quem é ou quem não é cabe ao governador Pivetta apontar e falar ‘é fulano de tal’. Aí os órgãos de controle, a polícia, o Ministério Público vão tomar as devidas providências. Se está acontecendo isso aqui, cadeia nele, [que vá] preso. Ladrão tem que estar na cadeia”, cobrou Jayme.
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