COLETIVO SERIEMAS 22.02.2026 | 17h00

redacao@gazetadigital
Reprodução/@seriemasmt
Se você pulou Carnaval nos bloquinhos em Cuiabá, talvez tenha visto um grupo que se destacou na multidão pela altura. Com figurinos vibrantes, o coletivo Seriemas realiza apresentações com pernas de pau, feitas de alumínio, com 60 centímetros de extensão. Integrando outras artes, como atuação e dança, o grupo leva plasticidade para as ruas cuiabanas.
Criado em 2023, os Seriemas tevê início após a geógrafa, Carol Rangel, ter curiosidade pela prática e procurar o Circo Escola Leite de Pedra. No lugar, Umberto Lima, palhaço e instrutor, montou uma parceria para ensinar a andar de perna de pau. Além de uma nova modalidade, os participantes aprenderam também a confeccionar o aparelho. Com o apoio de um edital de incentivo, conseguiram fabricar 25 pernas de pau.
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Integrando desde o início do projeto, a artista plástica, Amanda Homem, explica que à modalidade pode ser aprendida por qualquer pessoa. Com alcance de até 2,5 metros, o grupo opta por um aparelho menor que permite movimentos mais fluídos e radicais.
“Qualquer pessoa pode aprender andar de pernas de pau. Uma coisa que limita muitas vezes é realmente o medo. Porque a perna de pau, ela passa a ser uma extensão do seu corpo. Depois que você aprende, você consegue fazer qualquer coisa que você consegue fazer sem a perna de pau. Então não tem muitas limitações, dá para vir gordo, magro, é criança adulto, todo mundo pode andar”, explica a intérprete.
Há 3 anos praticando, a artista sinaliza que o grupo tenta transmitir a mensagem de valorização da cultura popular e também da conservação ambiental. O nome do coletivo, Seriemas, é dado justamente por causa da ave, de pescoço e pernas alongadas, que habita o cerrado pantaneiro.
“Na perna de pau a gente sobressai, né? Então, a gente tem que passar uma mensagem, a gente tem que escolher a mensagem que a gente quer passar. Então, a forma que a gente escolheu de a nossa a mensagem que a gente escolheu é de passar a mensagem da cultura popular”, diz.
O ator e dançarino, Ismael Diniz, também está no grupo desde o inicio. Ele explica como a prática surgiu e como, dentro de um mercado fechado, o grupo passou a ter demandas para animar eventos, o que trouxe também outra fonte de renda aos integrantes.
“Olhando mais especificamente para Cuiabá, é um mercado que bem mais fechado para essa área de animação de festa. A Perna de Pau é uma arte que surgiu da arte circense, mas ela começou a se expandir e sair do picadeiro e entrar em outros lugares. Ela entra no teatro, ela entra na música, e principalmente, ela entra no carnaval”, diz o pernalta.
Com certo pioneirismo no estado, o grupo busca mais integrante, disseminar a prática e consolidar mais essa arte para a cultura popular e festas, em geral, feitas na capital.
“A perna de pau, em outras capitais, já é muito consolidada. Muitos coletivos trabalham com isso. Ensaia um ano inteiro, com foco muito grande no Carnaval, porque também tem muitos cortejos em que as pernaltas tocam. Então, a ideia também da gente fazer essa festa é que, cada vez mais, os Carnavais de Cuiabá, a gente tenha mais e mais pernalta”, finaliza.
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Henrique - 24/02/2026
DO CERRADO PARA O MUNDO!!
Pedro Netto - 24/02/2026
Trabalho maravilhoso, coisa boa quando temos aqueles que não deixam a ARTE, cair no esquecimento, Parabéns que Deus abençoe cada um de vocês
NYELLE SANTOS - 24/02/2026
Acho maravilhoso o projeto , a arte é algo que nem todos valorizam infelizmente. Em muitos projetos sociais e culturais, as pernas de pau são usadas como ferramenta de: -Inclusão social -Formação artística -Geração de renda -Desenvolvimento da autoestima Para muitos artistas, as pernas de pau representam: -Liberdade criativa -Superação de limites -Fonte de sustento -Conexão com a comunidade As pernas de pau são muito mais do que uma brincadeira ou técnica,elas carregam história, cultura e impacto social.
Adriana Santos - 24/02/2026
Quero parabenizar por esse projeto tão criativo e cheio de propósito. A perna de pau não é só diversão, é cultura,inclusão e alegria espalhada por onde passa. Parabéns aos integrantes que se dedicam com amor a esse projeto…que venham grandes conquistas.
COLETIVO SERIEMAS DE MATO GROSSO - 24/02/2026
Resposta ao PEDRO MALASARTES: De imediato notamos que sua visão de mundo é extremamente limitada, te falta muita coisa… te falta cognição. O que é difícil de digerir é ver gente desmerecendo os trabalhos no SETOR CULTURAL sem nem entender como funcionam as políticas públicas. Cultura também é direito da população principalmente DAS CRIANÇAS e projetos como o nosso levam arte gratuita para as ruas, para eventos corporativos, públicos e privados e geram emprego. A técnica de perna de pau é usada desde a arte circense até a quem trabalha com pintura e gesso. Você não saberia dessas coisas pela visão limitada de mundo que tem. realmente Um país desse não tem como dar certo tendo pessoas como você que não entende sobre políticas públicas e como são aplicadas em cada setor como a cultura, saúde, educação… Seguimos TRABALHANDO para surtir um impacto significativo na sociedade e temos ainda muito trabalho pela frente. Abraço!!!
PEDRO MALASARTES - 23/02/2026
Não consigo digerir que um tipo de projeto desses capta recursos públicos através de lei de incentivo à cultura. Qual a relevância disso na vida da sociedade. O único impacto que isso surte, é na vida do cidadão que capta do dinheiro para fazer essa palhaçada inútil. Que tal destinar esse recurso para atender àlguma demanda da saúde? Um país desse não tem como dar certo!
6 comentários