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DEU EM A GAZETA 28.05.2026 | 06h50

Raio 8 da PCE vira presídio autônomo de segurança máxima

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Secom-MT

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Raio 8 da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, foi transformado em unidade de segurança máxima, destinada a criminosos de alta periculosidade e líderes de facções criminosas em Mato Grosso. O raio, inaugurado há quase quatro anos, passa a ser considerado uma estrutura autônoma dentro da PCE, com gestão separada da penitenciária. Atualmente, 49 detentos ocupam o Raio 8 da PCE, em celas com, no mínimo, 6 metros quadrados, sob monitoramento constante.

 

Entre os detentos em isolamento estão dois membros da alto escalão do Comando Vermelho. Renildo Silva Rios, membro do Conselho Final do CV, soma mais de 78 anos em condenações por furto, roubo, tráfico de drogas e associação para o tráfico; e Norivaldo Cebalho Teixeira, o Véio, apontado como um dos 36 conselheiros gerais do CV, acumulando mais de 60 anos de prisão.

 

Custodiados em isolamento no Raio 8, por risco à vida, estão o ex-policial militar Hércules de Araújo Agostinho, ex-pistoleiro de João Arcanjo Ribeiro, e Edgar Ricardo de Oliveira, autor de chacina em Sinop. Hércules tem condenações que ultrapassam 200 anos de prisão e está no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) há mais de três anos para manter sua segurança, pelo fato de ter sido PM. Edgar, condenado a mais de 130 anos de prisão pela morte de sete pessoas em Sinop, também tem ameaça contra sua vida.

 

A estrutura conta com 62 vagas de segurança máxima, distribuídas em 54 celas, sendo 46 individuais e oito duplas. A proposta, ao tornar o raio autônomo, é ampliar o controle e reforçar os protocolos de segurança dentro do sistema penitenciário estadual, garantindo uma gestão mais rígida e especializada dos custodiados considerados de maior risco.

 

Entre os critérios para inclusão no RDD estão: liderança ou participação ativa em organizações criminosas; risco de morte ao conviver com outros presos; envolvimento em fugas, violência ou indisciplina; condição de delator premiado, quando houver risco à integridade física; e ameaça à segurança pública ou a servidores. A colocação da pessoa privada de liberdade no RDD depende de autorização judicial.

 

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), o decreto publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (26) tem como objetivo fortalecer o sistema prisional, com foco em disciplina, monitoramento e combate à atuação de grupos criminosos dentro das unidades penais. A Sejus reforça que a unidade autônoma foi estruturada para atender padrões mais rigorosos de segurança e vigilância, permitindo um acompanhamento mais efetivo dos internos classificados com perfil de alta periculosidade.

 

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