enquadramento gravíssimo 20.05.2026 | 17h07
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Reprodução
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza e Silva, garantiu punição adequada aos responsáveis por "lista de estupráveis" das alunas da instituição. Até o momento, dois universitários foram suspensos até que se conclua a apuração. Além dos suspeitos pelo ranking de violência sexual, o pai de um dos investigados também é alvo de procedimento interno e inquérito da Polícia Federal (PF) por ameaça a acadêmicos.
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, desta quarta-feira (20), a reitora disse que a universidade abriu um processo disciplinar discente para investigar o caso. Marluce destacou que a conduta se enquadra como erro gravíssimo por oferecer insegurança e ferir a integridade física e moral de outros alunos no campus.
“A resolução do caso se enquadra no último tipo, que é o erro gravíssimo. Caso ele seja confirmado pelas autoridades, os alunos envolvidos irão receber a punição máxima da instituição, que é a expulsão”, garantiu a servidora.
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Ela também falou que o afastamento dos estudantes é de 30 dias, enquanto se averigua o caso. “A comissão de investigação foi instalada imediatamente após o caso e os alunos foram afastados por inicialmente 30 dias até a conclusão da investigação. Mas esse prazo pode se estender de acordo com o andamento da investigação”, explicou a reitora.
Ameaça
A situação gerou medo por parte dos graduandos do primeiro semestre do curso de engenharia civil, também pela ameaça direta do pai de um dos envolvidos. Segundo Marluce, o fato se deu após o estudante ter sido convocado pelo diretor do curso para prestar esclarecimentos, porém ele não apareceu no prazo estipulado. O pai do estudante, que é policial federal, então foi até a sala de aula e disse que, "se o filho não se formasse, ninguém ali se formaria também". Após isso, o fato, as aulas presenciais foram suspensas por tempo indeterminado.
Para reforçar a segurança, a reitora também afirmou que foram contratados mais seguranças terceirizados. “A segurança interna da universidade foi redobrada e recebemos o reforço do 1º Batalhão da PM, que fica com uma viatura em frente ao bloco da engenharia civil para que o pai não se aproxime novamente de lá”.
Relembre o caso
Dois alunos do primeiro semestre, um do Direito e outro da Engenharia Civil, foram flagrados com conversas sobre fazer uma lista de possíveis alunas estupráveis de seus cursos no início deste mês. Com a insegurança gerada no campus, os dois foram suspensos até o término da investigação institucional e policial.
O pai do aluno de engenharia civil também está sendo investigado pela ameaça aos estudantes. Um boletim de ocorrência foi feito na semana passada com os relatos da ameaça e com as imagens da câmera de segurança da universidade, que foi possível identificar o autor da ameaça como pai do aluno de engenharia envolvido na lista.
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