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tratamento necessário 02.02.2020 | 10h31

Santo Antônio confirma mais de 240 casos de hanseníase

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Altemar Alcantara/Semcom/Manaus

Altemar Alcantara/Semcom/Manaus

Ao menos 240 casos de hanseníase foram confirmados no município de Santo Antônio de Leverger (34 km ao Sul de Cuiabá) em janeiro. O prefeito Valdir Pereira de Castro Filho (PSD), o Valdirzinho, no entanto, esclarece que a doença está sendo combatida no município antes mesmo de sua gestão.

 

Conforme o chefe do Executivo municipal, é difícil precisar quando o “surto” da doença começou. “Quanto aos primeiros casos, eu não sei dizer quando foram. Mas acredito que já existe há algum tempo, porque desde que eu sou prefeito, já tenho conhecimento que está tendo hanseníase em Santo Antônio”.

 

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A maior parte dos casos se concentra na zona urbana. Conforme levantamento da Secretária de Saúde, 135 casos estão em tratamento, sendo que 105 foram concluídos. Ainda segundo o prefeito, não há registro de mortes.

 

Por conta da contaminação, Valdirzinho explica que a prefeitura, junto com a Secretária de Saúde, vem investindo em uma forte campanha de conscientização e tratamento dos pacientes. Desde 2015, uma médica dermatologista atua em Santo Antônio de Leverger. Além disso, o Governo Federal fornece todo o tratamento e medicação da hanseníase.

 

“Desde o início da minha gestão eu venho fazendo um investimento pesado em campanhas de prevenção, levando ao conhecimento da população o que é a doença, o tratamento da doença, campanhas de conscientização e a forma de identificar a doença”, afirma.

 

Porém, o prefeito ressalta a importância de continuar com a medicação. Conforme dados da Secretária de Saúde, 21 pessoas abandonaram o tratamento. Quando a pessoa começa a tomar os medicamentos assiduamente, ela já não transmite a doença.

 

“Existe também, e tem que ser lembrado, uma resistência na continuidade do tratamento. Muitos que tem a doença iniciam e não terminam o tratamento, ou acham que estão curados e pessoas mais próximas acabam pegando”, alerta.

 

Apesar dos casos confirmados, Valdirzinho diz que não vai decretar estado de emergência. “O trabalho nosso é de conscientização, identificar a doença, a médica dermatologista fazendo diagnóstico e tratamento com medicamentos. Temos nossa equipe sendo treinadas todos os meses, investindo em capacitação da nossa equipe. Ou seja, o trabalho do poder público municipal esta sendo feito”.

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