Segundo caso 21.11.2018 | 15h22
Otmar de Oliveira/Montagem
A servidora pública aposentada, Ivone Alves de Almeida, 67, morreu nesta terça-feira (20) após passar por um procedimento estético de lipoaspiração no Hospital Militar, em Cuiabá, pelo programa Plástica Para Todos. Ela realizou o procedimento na última segunda-feira (19), mas teve complicações que se agravaram rapidamente.
De acordo com a própria empresa, a causa da morte foi embolia pulmonar decorrente do deslocamento de um coágulo preexistente no pulmão, que afetou todo o organismo.
Ivone é a 2ª pessoa a morrer ao fazer um procedimento pela Plástica Para Todos. Em maio deste ano, Edléia Daniele Ferreira Lira, 33, morreu depois de fazer uma cirurgia de redução de seios e lipoescultura.
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Meses depois, em julho, a Sociedade Mato-grossense de Anestesia (Soma) denunciou ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e ao Ministério Público Estadual (MPE) mais dois casos de pacientes que sofreram complicações ao passarem por procedimentos cirúrgicos. Na ocasião, a empresa foi interditada.
Em outubro deste ano, no entanto, o CRM optou em plenária por desinterditar os serviços da empresa mediante seu registro no conselho autorizando a retomada das cirurgias.
Sobre a morte de Ivone, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso informou que foi instaurada sindicância para apuração dos fatos, de acordo com as normas legais (Código de Processo Ético Profissional).
Por meio de nota, a Plástica Pra Todos afirmou que todos os protocolos prévios e pós-cirúrgicos foram atendidos com extremo rigor e que a paciente estava liberada para realização da cirurgia por médicos especialistas. O Hospital Militar, por outro lado, afirmou que deve aguardar a conclusão do inquérito para se pronunciar sobre o assunto.
O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Confira a nota na íntegra:
"Nota à imprensa
A Empresa PPT vem a público externar com profundo pesar, o falecimento da paciente I.V.A., submetida a procedimento cirúrgico no Hospital Militar de Cuiabá/ MT, na manhã da última segunda-feira, vindo a óbito amanhecer da terça-feira.
Destacamos que todos os protocolos prévios e pós cirúrgicos foram atendidos com extremo rigor, de modo que a paciente estava liberada para realização da cirurgia por médicos especialistas de sua confiança, além do que a cirurgia transcorreu na mais absoluta normalidade.
Ocorre que diante do acometimento súbito da paciente e de sua rápida evolução para óbito, a equipe médica e do Hospital Militar, julgou, por cautela, necessário o encaminhamento do caso para exame de necropsia, apesar de ter sido identificada como embolia pulmonar, a causa mortis.
A tromboembolia pulmonar é a causa grave mais comum decorrente de procedimentos cirúrgicos, possuindo como característica a ausência de completa previsibilidade e súbita evolução, tendo em vista que consiste no deslocamento de algum coágulo preexistente nos pacientes até o pulmão, afetando rapidamente todo o organismo.
A empresa aguardará a conclusão do laudo de necropsia, estimado para entrega em até 30 dias, para se necessário, prestar outros esclarecimentos.
EMPRESA PLÁSTICA PRA TODOS
Direção"
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